<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571945202280978068</id><updated>2011-07-08T16:30:36.484-03:00</updated><title type='text'>SolNaMente</title><subtitle type='html'>Memórias, mitologia pessoal, estudos, reflexões, polêmicas... Sintam-se à vontade neste espaço em que a simplicidade ousa se revelar. Psicologia, Antropologia, Sociologia, Saúde Integral, Filosofias, entre outros temas, servirão de provocação para troca de valores, idéias, experiências etc... Priorizemos a livre expressão para além dos debates enfadonhos; evitemos que egos interfiram em nossa exploração da natureza humana.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://transpessoais.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>SOL</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>15</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571945202280978068.post-3855976794412969541</id><published>2011-04-06T12:35:00.002-03:00</published><updated>2011-04-12T10:38:37.972-03:00</updated><title type='text'>Mais notícias sobre o fim do mundo</title><content type='html'>Abalos registrados há poucos dias no norte do Ceará: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:HycfDAae1xwJ:www.novaplan.am.br/noticias/ceara/216-abalo-sismico-na-regiao-norte-do-ceara.html+abalo+ceara+epicentro+massape&amp;cd=1&amp;hl=pt-BR&amp;ct=clnk&amp;gl=br&amp;source=www.google.com.br&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://parazinet.wordpress.com/2011/04/04/terra-treme-novamente-massape-meruoca-e-sobral-sentem-abalo-sismico/&lt;br /&gt;conferir histórico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:Dn-HBGVwNwEJ:www.opovo.com.br/opovo/fortaleza/790866.html+abalo+ceara+epicentro+massape&amp;cd=4&amp;hl=pt-BR&amp;ct=clnk&amp;gl=br&amp;source=www.google.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos as seguintes novidades:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GENEBRA (Reuters) - Uma redução recorde na camada de ozônio, que protege os seres vivos dos raios solares, foi observada no Ártico nos últimos meses, informou nesta terça-feira a Organização Meteorológica Mundial (OMM).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A degradação da camada de ozônio... atingiu um nível sem precedentes acima do Ártico nesta primavera (do hemisfério norte), por conta da presença prolongada de substâncias na atmosfera que provocam a degradação e de um inverno muito frio na estratosfera", disse a OMM em comunicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observações da terra, de balões e de satélites indicam que a região sofreu uma perda de cerca de 40 por cento na coluna de ozônio desde o começo do inverno até o final de março, segundo a agência da Organização das Nações Unidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior perda de ozônio registrada anteriormente sobre o Ártico, de cerca de 30 por cento, ocorreu diversas vezes nos últimos 15 anos, aproximadamente, disse a porta-voz da OMM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se a área com menor índice de ozônio se afastar do pólo em direção a latitudes mais baixas, pode-se esperar um aumento na radiação ultravioleta (UV) em comparação com os índices normais para a estação", disse a OMM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas qualquer aumento na radiação UV em latitudes mais baixas, distantes do Ártico -- o que poderia afetar partes do Canadá, os países nórdicos, a Rússia e Alasca nos Estados Unidos -- não seria da mesma intensidade que aquela sofrida nos trópicos, disse a agência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raios UV-B já foram relacionados ao câncer de pele, catarata e danos ao sistema imunológico humano. "Algumas plantações e formas de vida marinha também sofrem de efeitos adversos", informou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONFERIR CO-INCIDÊNCIAS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://fimdostempos.net/terremoto-anel-fogo-acordando.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oremos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571945202280978068-3855976794412969541?l=transpessoais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transpessoais.blogspot.com/feeds/3855976794412969541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2011/04/mais-noticias-sobre-o-fim-do-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/3855976794412969541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/3855976794412969541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2011/04/mais-noticias-sobre-o-fim-do-mundo.html' title='Mais notícias sobre o fim do mundo'/><author><name>SOL</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571945202280978068.post-8212180000137820909</id><published>2011-03-25T10:39:00.002-03:00</published><updated>2011-03-25T10:40:09.712-03:00</updated><title type='text'>Mitologia Pessoal 2011</title><content type='html'>Como uma comunidade poderá evoluir enquanto radicalizar verdades destrutivas, julgar o equilíbrio como sendo radicalismo, e ainda considerarem-se o próprio equilíbrio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14-03-11&lt;br /&gt;Enfim retorno ao texto da “mitologia pessoal”, lembrando do filme Avatar, na passagem em que o cara começa a vivenciar o universo de Pandora, retornando ao ego para descrever suas experiências em vídeo. Inicialmente é apenas um apanhado de observações para ajudar na pesquisa, mas logo se torna seu diário de mitologia pessoal.&lt;br /&gt;É bem assim mesmo, quando despertamos para a necessidade de atravessar os umbrais, atualizando os rumos da caminhada, permanecendo conscientes no processo de individuação:&lt;br /&gt;O que parecia sem sentido passa a ser sentido com mais vibração, promovendo o inevitável rebuscar de si mesmo, em nossas contradições, sentimentos, instabilidades e fraquezas, retomando caminhos mais sinceros e sagrados para renascer com novas forças, despertando para novos universos...&lt;br /&gt;Pois bem, retornando para “awareness”, cada novo relacionamento que vivo me revela novos eus, se formando enquanto Eu experimento e respondo espontaneamente como deve ser. &lt;br /&gt;A espontaneidade se manifesta independente da consciência, mas a recebe muito bem!&lt;br /&gt;Porém a mera consciência moral nunca foi meu forte, mesmo já tendo ela me seduzido, “tentando” me fazer romper o cabo de força que nos une céu e terra. &lt;br /&gt;Quem volta e meia tem mexido comigo com mais freqüência é a consciência cósmica, que não apenas testemunha de dentro (consciência de si), mas também de fora (vontade divina), de maneira mais apurada que a tal “testemunha de fora” radiada pela moral.&lt;br /&gt;Por conta disso me pego percebendo em que tenho depositado maior energia, como ela tem se propagado, ressonado e ressoado, e revendo tanto os velhos como os novos hábitos. É lindo perceber que a surpresa da transformação profunda necessita apenas de amor para brotar.&lt;br /&gt;Pena vermos em nossa volta tantos desperdícios de energia e percepção da vida, que tenhamos tanto pouco espaço para a simplicidade da vivência em amor. E por isso mais desperdício é depositado quando nos deixamos ao bel prazer da inconsciência, usando nosso tempo livre para o amor almejando apenas conforto, descanso, descarga ou mesmo fuga de realidades. &lt;br /&gt;O despertar carece de equilíbrio, caso contrário poderá ofuscar corações de tanta energia. E isso depende de nossa sensopercepção, assimilação, vitalidade e expressão. Quando nosso tempo está escravo de repetições sem transmutação, o inconsciente reina com maior facilidade. E neste caso não adianta se julgar “vítima de seduções”...&lt;br /&gt;É nossa responsabilidade pessoal no despertar, manter despertos os amores que nos oportunizaram a experiência do amor, complementando um ao outro no que cada um vem despertando. A oportunidade de amar é uma ponte para a vida eterna, mas tem pernas...&lt;br /&gt;Os vícios e repetições que não despertam transmutações, evoluções criativas, mudanças importantes e conscientes, em geral pegam carona fácil com as forças inconscientes, promovendo atividades destrutivas, sem que se perceba muito bem o que acontece.&lt;br /&gt;No sentido oposto, qualquer um pode na vida chegar ao ponto de se perguntar se não basta de tanto mergulhar nessa tal consciência, nessa expansão de realidades que muitas vezes mais perturba que dá prazer. E responder sim ou não para esse movimento inerente à vida.&lt;br /&gt;Podemos responder “depende”. Onde estou no pêndulo da consciência entre os aparentes opostos? E por aí muitos diálogos podem prosseguir.&lt;br /&gt;Minha intenção aqui, além da perpétua provocação com várias variáveis ao longo do canteiro central, é alcançar os paralelos que se expandem ao longo da jornada mais à vista.&lt;br /&gt;Ontem, domingo 13 de Março de 2011, dei minha segunda aula oficial a convite da Faculdade de Educação Teológica FACETE. Esta aproximação constante da Educação, desde Recife com João Suassuna de Melo Sobrinho e Eduardo Mousinho Santos Rego, havia sido ampliada na Serra Grande, principalmente com as ressonâncias que senti na migração de trampo que fiz de São Bené para Ibiapina, no final de 2009. Até março ou abril de 2010 a coisa ficou grande, me motivando a criação de slides imensos, sobre sexualidade, drogas e psicologia do vício, temperamentos, constituições e tipos psicológicos, programas federais, permacultura, etc.&lt;br /&gt;Engraçado eu ter começado a trabalhar de vero na Educação mesma época em que perdi praticamente todos esses slides e outras atualizações da sempre rica pasta Meus Documentos. Algumas coisas recuperadas, outras mais em BackUps. Mas nunca o tempo de conseguir, construir e assimilar informações consegue dar espaço para o velho e básico BackUp. Até quando estarei dormindo para este detalhe Senhor?&lt;br /&gt;Já era: estou comprando um HD externo de vergonha!&lt;br /&gt;No mais mesmo, minha primeira cadeira na iniciação à educação é “Psicologia da Aprendizagem”. Que maravilha! Nada como ganhar a vida ensinando o que deseja aprender mais visceralmente!&lt;br /&gt;Ainda teremos Psicologia do Desenvolvimento Infantil para o segundo semestre, e Psicologia da Infância e da Adolescência, desta turma de Licenciatura Plena em Pedagogia...&lt;br /&gt;Que “ironia do destino” como se diz: doido pra fazer Educação e começar logo no universo das aprendizagens essenciais. Dessa brincadeira muitos fios serão realinhados da empolgação da faculdade vivida desde há 13 anos... em 2012 vai completar dois ciclos de 7 que estive em Recife para formação em Psicologia, iniciando o sexto ciclo concluindo um curso, quem diria: em janeiro de 2011 iniciei especialização em Agroecologia e Meio Ambiente! Algo me diz que esta terceira especialização vai até o fim: Julho de 2012 &lt;br /&gt;Mas isso depois do aniversário de 2008, ano em que na pré-primavera estava vivendo meu primeiro encontro com a bioarquitetura, ajudando a construir uma biblioteca com material reciclável, lixão virando paredão, merda de vaca pisada com barro peneirado para o reboco e, principalmente, gente da Rede de Permacultura do Ceará.&lt;br /&gt;A coisa ainda pra ser alinhada direito foi que: estava no aniversário de 2008 em busca da região que seria mais adequada para ser a EcoVila da turma... pouco mais de um mês depois de decidido (Zona do Cacau na Bahia, na linha entre Vitória da conquista e o litoral), vou para a aula de encontro do primeiro curso de Bioarquitetura do Ceará à noite, na UECE, e encontro com um Baiano que mora num raio de 100km entre o mar e Vitória da Conquista, em Dário Meira: Canrobert.&lt;br /&gt;Em 2009 só vieram recifenses para o curso, fora eu e a Mari. Também era no carnaval e tals...&lt;br /&gt;Falar em Mari é digno de nota que nossa viagem de Alto Paraíso foi transmutação pura! Também é digno de nota que este lugar foi casa do ENCA 2009, onde meu amigo Zé Carlinhos esteve; permanecendo por mais de um semestre na cidade. Depois veio compartilhar a energia de sua renovação na atual casa que vivo em São Benedito.&lt;br /&gt;Muita alegria de poder receber o Grande Irmão de Jornada Espiritual na casa que ele chamou de meu arshan...&lt;br /&gt;Trocando em miúdos: é muito massa tá com um irmão que sorri com as manifestações do fundo do peito de cada um, sempre dando as mãos e um abraço, pela consideração e honra de sermos amigos. Estar com Carlinhos e Eduardo é ter com seus irmãos de sangue puro, tempo de se surpreender com nossos potenciais humanos para expandir idéias e recriar a vida.&lt;br /&gt;Há rumores que venham para a Semana Santa com Carlinhos, Edu e Jessy. Oremos... Neste momento parece ser fundamental “realinhar as órbitas dos planetas...”&lt;br /&gt;Seja como for, está sendo, cada vez mais presente. Que nada mais possa abater as forças do coração puro e do amor divino que transcende em nós o amor pela natureza. Daí o amor à Deus, para além do amor aos seres humanos e demais animais e flora. Amor ao Presente; Amor Fati! Amor pelo que Vem, e pelos que sabem Receber com responsabilidade e dedicação pela vida.&lt;br /&gt;PPRREESSEENNTTE&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571945202280978068-8212180000137820909?l=transpessoais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transpessoais.blogspot.com/feeds/8212180000137820909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2011/03/mitologia-pessoal-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/8212180000137820909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/8212180000137820909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2011/03/mitologia-pessoal-2011.html' title='Mitologia Pessoal 2011'/><author><name>SOL</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571945202280978068.post-6413851209056601922</id><published>2011-03-11T15:32:00.002-03:00</published><updated>2011-03-11T15:51:34.664-03:00</updated><title type='text'>Tsunami Pacífico 11 de março de 2011 principais notícias</title><content type='html'>Duas dezenas de países emitem alerta de tsunami na sequência do forte sismo que abalou o Japão Presstur 11-03-2011 (09h05) Rússia, Indonésia, Filipinas Guatemala, El Salvador, Costa Rica e Hawaii são alguns dos países e territórios que emitiram alertas de tsunami na sequência do forte sismo que abalou hoje de manhã o Japão, cuja costa Norte já está a ser invadida pelo mar, que, segundo as agências internacionais, “já engoliu” cidades inteiras. O sismo atingiu os 8,9 graus na escala de Richter. “Este foi um sismo muit grande. Calculamos que tenha sido da mesma magnitude que o sismo do ano passado no Chile”, comentou um cientista do Pacific Tsunami Warning Center, citado pela CNN, que está a exibir vídeos com a chegada do tsunami à costa Norte do Japão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lista de países que o National Weather Service dos EUA indicou estarem com aviso de tsunami, além do Japão, Rússia, Filipinas e Indonésia, incluia  Papua Nova Guiné, a Austrália, as ilhas Fiji, o México, a Nova Zelândia, a Guatemala, El Salvador, Costa Rica, Nicarágua, Panamá, Honduras, Chile, Equador, Colômbia, Peru e Estados Unidos. O sismo, com epicentro a 373 quilómetros de Tóquio e a uma profundidade de 24 quilómetros, ocorreu às 14h46 locais (5h46 em Portugal) e teve uma duração de aproximadamente dois minutos, a que se têm seguido várias réplicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As autoridades japoneses emitiram imediatamente um alerta máximo de risco de tsunami, avisando que as ondas poderiam atingir entre seis e dez metros.&lt;br /&gt;O aviso dizia que um sismo com a magnitude que o de hoje atingiu pode provocar um tsunami “destrutivo” que atinge as zonas costeiras próximas do epicentro em minutos e chegar a regiões distantes numa questão de horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As imagens que estão a ser transmitidas pelas televisões não permitem avaliar a altura das ondas que estão a chegar à costa nas proximidades da cidade de Sendai, mas mostram o seu poder destrutivo. As águas avançam de forma imparável terra adentro, arrastando tudo o que encontram pela frente, de carros, a barcos e casas. As agências internacionais estão a noticiar que povoações rurais nas proximidades de Sendai foram totalmente “engolidas” pelo mar e que uma onda de quatro metros invadiu parcialmente a cidade de Kamaishi, na costa do Pacífico. Uma das notícias diz que a televisão japonesa mostrou imagens de “uma parede de água com vários quilómetros de extensão a mover-se para terra, engolindo tudo o que estava no seu caminho” e que também foi possível que se seguem mais ondas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As autoridades japonesas ainda não prestaram informações sobre vítimas do sismo e do tsunami. As notícias referem que na sequência do sismo ocorrem cerca de 40 incêndios de grande proporções, um dos quais numa refinaria em Chiba, um município nos arredores de Tóquio. O Japão localiza-se numa das aéreas do globo com mais actividade sísmica, com cerca de 20% dos sismos de magnitude superior a grau 6 que ocorrem no mundo.&lt;br /&gt;PS: Vídeos e mais notícias&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/vulcao-do-monte-karangetang-entra-em-erupcao&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://it.euronews.net/2011/03/11/tsunami-danni-e-vittime-in-giappone-allerta-in-tutto-il-pacifico/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://tg.la7.it/esteri/video-393160&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=EjX7xgu30ZM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=ToV4Nel2fnU&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________&lt;br /&gt;(Reuters) - O Japão sofreu nesta sexta-feira o seu maior terremoto desde que os registros começaram a ser feitos, 140 anos atrás. O tremor de magnitude 8,9, na costa nordeste do arquipélago, desencadeou uma onda sísmica de dez metros de altura que varreu casas, navios e carros, e que provocou uma alerta de tsunami para quase todos os países banhados pelo Pacífico.&lt;br /&gt;Em dezembro de 2004, um terremoto de magnitude 9,15 na costa da província indonésia de Aceh desencadeou um tsunami no oceano Índico, que causou a morte de cerca de 226.000 pessoas na Indonésia, Sri Lanka, Índia, Tailândia e outros nove países.&lt;br /&gt;Em 209, a ONU recomendou aos países asiáticos mais propensos a catástrofes que reservassem 10 por cento das suas verbas de desenvolvimento para limitar o risco de desastres, especialmente tendo em conta o impacto das alterações climáticas.&lt;br /&gt;A seguir, alguns números relacionados ao tsunami de 2004:&lt;br /&gt;PAÍSES AFETADOS: 13 - Indonésia, Sri Lanka, Índia, Tailândia, Madagascar, Maldivas, Malásia, Mianmar, Seicheles, Somália, Quênia, Tanzânia e Bangladesh.&lt;br /&gt;VÍTIMAS:&lt;br /&gt;PAÍS MORTOS DESAPARECIDOS TOTAL&lt;br /&gt;Indonésia: 37.087 128.858 165.945&lt;br /&gt;Sri Lanka: 23.231 12.091 35.322&lt;br /&gt;Índia : 12.405 3.874 16.279&lt;br /&gt;Tailândia: 5.395 2.817 8.212&lt;br /&gt;Leste da África: 164 139 303&lt;br /&gt;Maldivas: 82 26 108&lt;br /&gt;Malásia: 69 5 74&lt;br /&gt;Mianmar: 61 0 61&lt;br /&gt;Bangladesh: 2 0 2&lt;br /&gt;--------------------------------------------------&lt;br /&gt;TOTAL 226.306&lt;br /&gt;DESABRIGADOS:&lt;br /&gt;ÍNDIA: 730.000&lt;br /&gt;INDONÉSIA: 572.926&lt;br /&gt;SRI LANKA: 516.150&lt;br /&gt;MALDIVAS: 11.231&lt;br /&gt;MALÁSIA: 8.000&lt;br /&gt;TAILÂNDIA: 6.000&lt;br /&gt;MIANMAR: 3.200&lt;br /&gt;ÁFRICA (leste): 2.320&lt;br /&gt;----------------------&lt;br /&gt;TOTAL 1.849.827&lt;br /&gt;IMÓVEIS DANIFICADOS OU DESTRUÍDOS:&lt;br /&gt;INDONÉSIA: 179.312&lt;br /&gt;ÍNDIA: 157.393&lt;br /&gt;SRI LANKA: 119.562&lt;br /&gt;MALDIVAS: 6.000&lt;br /&gt;TAILÂNDIA: 4.800&lt;br /&gt;MALÁSIA: 1.500&lt;br /&gt;MIANMAR: 1.300&lt;br /&gt;-------------------------&lt;br /&gt;TOTAL 469.867&lt;br /&gt;-------------------------&lt;br /&gt;PREJUÍZOS (em bilhões de dólares):&lt;br /&gt;INDONÉSIA: 4,5&lt;br /&gt;ÍNDIA: 2,6&lt;br /&gt;SRI LANKA: 1,5&lt;br /&gt;MALDIVAS: 0,5&lt;br /&gt;TAILÂNDIA: 1,6&lt;br /&gt;---------------------&lt;br /&gt;TOTAL 10,7&lt;br /&gt;__________________&lt;br /&gt;QUITO (Reuters) - O Equador começou a retirar moradores de sua zona costeira, incluindo as ilhas Galápagos, diante da ameaça de um tsunami no oceano Pacífico nesta sexta-feira, provocado pelo forte terremoto no Japão, anunciou o presidente Rafael Correa depois de decretar estado de emergência no país para facilitar os procedimentos. &lt;br /&gt;Depois do terremoto de 8,9 graus que sacudiu a costa nordeste do Japão, um alerta de tsunami foi estendido para toda a bacia do Pacífico - com a exceção do território continental dos EUA e Canadá -, incluindo países centro-americanos e sul-americanos como o Equador. &lt;br /&gt;"O país se encontra em estado de emergência, e os habitantes da zona costeira precisam deixar suas casas e ir para áreas mais altas", disse o presidente equatoriano em cadeia de televisão, depois de uma reunião com vários ministros. &lt;br /&gt;O estado de emergência por até 60 dias permite ao governo deslocar militares e policiais rapidamente para a área costeira, onde as atividades foram suspensas, para proceder à retirada da população. &lt;br /&gt;A população das províncias em estado de alerta devido ao tsunami já iniciou a retirada. Em Esmeraldas, segundo Correa a região mais vulnerável, a população começou a dirigir-se às zonas altas dos balneários de Atacames e Las Palmas, onde fica o porto marítimo. &lt;br /&gt;Com a emergência, o governo explicou que poderá implementar "medidas de segurança irrestritas" necessárias para atender à população. &lt;br /&gt;A onda deve chegar às costas do Equador e às ilhas Galápagos no início da noite, segundo previsão das autoridades. &lt;br /&gt;O ministro da Segurança Interna e Externa, Homero Arellano, disse que a retirada também será realizada em hotéis, hospitais e centros onde exista concentração de pessoas. &lt;br /&gt;O tsunami que avança pelo Oceano Pacífico, gerado pelo forte terremoto que atingiu o Japão na madrugada desta sexta-feira, pode chegar à costa da América do Sul. O Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico divulgou um alerta dizendo que a gigantesca onda pode chegar ao Chile, ao Equador, à Colômbia e ao Peru. De acordo com o boletim, a alta magnitude do tremor e as leituras dos níveis do mar indicam que o tsunami pode causar ''amplo estrago''.&lt;br /&gt;Ainda segundo o alerta, o tsunami ameaça também países próximos ao Japão, como Filipinas e Rússia, e países das Américas com costas no Oceano Pacífico, como México, El Salvador, Nicarágua, Guatemala, Costa Rica, Panamá e Honduras.&lt;br /&gt;Representantes do governo da Rússia nas Ilhas de Sakhalin, no extremo leste do país, promoveram a retirada de cerca de 11 mil moradores na região costeira, antecipando a chegada do tsunami que promoveu destruição no Japão.&lt;br /&gt;Autoridades das Filipinas ordenaram a evacuação de comunidades na região costeira ao leste do país.&lt;br /&gt;O tsunami foi gerado pelo tremor de magnitude 8,9 na escala Richter e que teve seu epicentro a 400 quilômetros da costa do Japão, a uma profundidade de 32 quilômetros.&lt;br /&gt;Ao sismo principal seguiu-se então o tsunami, que lançou por terra adentro uma muralha de água e detritos que, em algumas zonas, terá chegado a atingir dez metros de altura.&lt;br /&gt;As televisões mostram imagens de gigantescas vagas a atingirem a costa e a invadirem cidades, campos de cultivo, e até mesmo um aeroporto, levando diante de si, como se fossem brinquedos, embarcações de grande porte e veículos pesados.&lt;br /&gt;As autoridades avisam que o perigo ainda não passou já que os Tsunamis se poderão continuar a suceder durante várias horas e as populações da zona estão a ser aconselhadas a procurar a segurança nas zonas mais elevadas . O exército foi chamado a ajudar nas zonas afectadas.&lt;br /&gt;Para além do Japão uma vintena de países lançaram alertas de tsunami, entre os quais a Rússia, Indonésia, Taiwan, Hawai e as filipinas. Há instantes os alertas foram alargados aos países da costa ocidental americana, com probabilidades de as ondas gigantes atingirem nas próximas horas a Califórnia, nos EUA, México, Equador e Chile.&lt;br /&gt;A agência da ONU para a Coordenação da Assistência Humanitária já anunciou que trinta equipas internacionais de busca e salvamento estão prontas para seguir para o Japão para prestar assistência nas operações de resgate.&lt;br /&gt;O sismo é o quarto maior de sempre a nível mundial, desde que há registos. O mais forte foi o registado em Valdívia no Chile, a 22 de Maio de 1960, que teve uma magnitude de 9,5 na escala de Richter.&lt;br /&gt;Os sistemas de alerta contra maremotos de vários países foram reforçados depois do grande tsunami que sacudiu o oceano Índico em dezembro de 2004, matando 200 mil pessoas em países como Sri Lanka, Índia e Indonésia. Esses sistemas se baseiam no fato de que as ondas gigantes do tsunami viajam a uma velocidade entre 500 e 1.000 quilômetros por hora. Isso significa que elas podem demorar algumas horas para atingir uma cidade distante. &lt;br /&gt;Já as ondas de choque do terremoto deslocam-se, tipicamente, a 14.400 quilômetros por hora. Quando há um grande abalo, como o que atingiu o Japão, os sismógrafos do mundo inteiro dão o alerta em minutos. Assim, ao menos na teoria, sobra um intervalo para evacuar a população. Obviamente, isso não vale para lugares muito próximos do epicentro do terremoto. Neles, a chegada do tsunami é rápida demais para permitir uma evacuação. Foi o que aconteceu no Japão, onde o tsunami teve efeito devastador.&lt;br /&gt;O problema dos alertas emitidos pelos sismógrafos é que um terremoto raras vezes é sinônimo de tsunami. Se as sirenes fossem disparadas cada vez que um abalo sísmico é detectado, a população rapidamente deixaria de reagir a elas. A sucessão de alarmes falsos acabaria abalando a confiança no sistema. Para evitar isso, um sistema bastante mais complexo é empregado.&lt;br /&gt;________________&lt;br /&gt;CINGAPURA (Reuters) - Alguns países densamente povoados da Ásia-Pacífico que poderiam estar sob risco de um tsunami após o forte terremoto que atingiu o Japão na sexta-feira tiveram os alertas suspensos, informaram o Centro de Alerta de Tsunamis no Pacífico, dos EUA, e autoridades nacionais.&lt;br /&gt;Mais cedo, o centro havia emitido um alerta para toda a bacia do Pacífico, com a exceção da parte continental dos Estados Unidos e o Canadá, incluindo o Havaí, e indo do México até os países da América do Sul banhados pelo Pacífico.&lt;br /&gt;A Austrália e a Nova Zelândia, que estavam na lista de alerta inicial, foram retiradas depois. O Centro Australiano Conjunto de Alertas para Tsunamis confirmou que não havia ameaça de tsunami.&lt;br /&gt;China, Indonésia e Filipinas suspenderam seus alertas para tsunami, depois que Taiwan e o território norte-americano de Guam também afirmaram que a ameaça de ondas gigantes havia passado.&lt;br /&gt;Acreditava-se que o tsunami seguisse rumo às Américas, onde os alertas do Centro de Alerta de Tsunamis no Pacífico estão em vigor para países como México, Guatemala, El Salvador, Costa Rica, Nicarágua, Panamá, Honduras, Chile, Equador, Colômbia e Peru.&lt;br /&gt;As ondas do tsunami passaram pelo Havaí, situado a 6.200 quilômetros do Japão, sem causar um impacto muito grande e os EUA aparentemente estão fora de grande perigo, disse o chefe de gabinete da Casa Branca, Bill Daley.&lt;br /&gt;A agência da Defesa Civil do Havaí havia determinado a retirada de pessoas de todas as áreas costeiras, incluindo o principal centro turístico de Honolulu, até 2h no horário local (9h de Brasília).&lt;br /&gt;O Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia (Phivolcs) informou que pequenas ondas do tsunami de até 70 centímetros atingiram a costa leste das Filipinas que está diante do Oceano Pacífico.&lt;br /&gt;Ondas de até 2 metros acima do nível normal do mar foram detectadas perto das Ilhas Wake, das Ilhas Midway e de Guam, no norte do Pacífico, disse Chip McCreary, porta-voz do Centro de Alerta de Tsunamis no Pacífico.&lt;br /&gt;As ilhas de Palau, onde esperava-se que as ondas do tsunami chegassem às 7h30 (horário de Brasília), não sentiram nenhum impacto, disse o assessor de imprensa do presidente de Palau.&lt;br /&gt;O maior terremoto do Japão em 140 anos atingiu a costa nordeste do país na sexta-feira, provocando um tsunami com ondas de 10 metros de altura que destruiu tudo o que estava em seu caminho, incluindo casas e carros.&lt;br /&gt;(Reportagem adicional de Maureen Maratita, em Guam; Rebekah Kebede e Chris McCall, em Perth; Olivia Rondonuwu e Alfian, em Jacarta; Manny Mogato e Rosemarie Francisco, em Manila; e Mark Bendeich, em Sydney)&lt;br /&gt;______________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 2011-03-11 21:20:59 &lt;br /&gt;Após a ocorrência do terremoto de 8,9 graus na escala Richter no Japão, o Centro de Alerta de Tsunami do Oceano Pacífico, no Havaí, emitiu hoje (11) um aviso de calamidade a vários países, entre eles Rússia, Indonésia, Nova Zelândia e México, que já estão tomando medidas de prevenção. &lt;br /&gt;Segundo um funcionário russo, o tsunami pode atacar diversas cidades da Rússia localizadas nas ilhas do oceano Pacífico. Prevê-se que cerca de 11 mil moradores tenham de ser deslocados. &lt;br /&gt;De acordo com as estatísticas divulgadas pela China, o tsunami gerado pelo sismo chegará hoje à noite às regiões costeiras de Taiwan, Zhejiang, Fujian e Guangdong. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terremoto de magnitude 8,8 ocorrido nesta sexta-feira no Japão já é considerado o sétimo mais intenso já registrado na história, de acordo com dados do governo dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;Segundo informações do programa de ameaça de terremotos da agência geológica americana (USGS, na sigla em inglês), o mais forte terremoto da história ocorreu em 22 de maio de 1960, em Valdívia (Chile), com magnitude 9,5.&lt;br /&gt;Este tremor matou 2 mil pessoas e gerou um maremoto com ondas de até 10 metros. As ondas apagaram do mapa cidades inteiras na costa chilena e fizeram vítimas também em outros países banhados pelo Oceano Pacífico.&lt;br /&gt;O segundo maior terremoto já registrado ocorreu no Alasca (EUA), em 27 de março 1964: um abalo de magnitude 9,2 fez 15 vítimas fatais e gerou um tsunami que matou outras 128 pessoas. Seu epicentro foi na região de Prince William Sound, no sul do Alasca.&lt;br /&gt;A ilha de Sumatra, na Indonésia, registrou em 26 de dezembro de 2004 um terremoto de magnitude 9,1, causando um tsunami que matou 230 mil pessoas em 14 países da região. O tremor ocorreu a 30 quilômetros de profundidade no Oceano Índico.&lt;br /&gt;Em 4 de novembro de 1952, um abalo de magnitude 9,0 na península de Kamchatka, extremo oeste da Rússia, gerou ondas gigantes que chegaram até o Havaí, causando prejuízos financeiros de até US$ 1 milhão, mas nenhuma vítima fatal.&lt;br /&gt;Também de magnitude 9,0, dois grandes terremotos abalaram a região de Arica, fronteira entre Peru e Chile, em 13 de agosto de 1868. Diversas cidades foram afetadas pelas ondas causadas pelo tremor, que vitimou cerca de 25 mil pessoas.&lt;br /&gt;Outro terremoto de magnitude 9,0 ocorreu em 26 de janeiro de 1700 em uma região de cerca de 1.000 km na costa noroeste da América do Norte, entre os Estados Unidos e o Canadá. O tsunami que se seguiu chegou até o Japão. Não há estimativa de vítimas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pior terremoto da história atingiu Chile em 1960, com magnitude 9,5&lt;br /&gt;Em sétimo lugar, fica o tremor de magnitude 8,8 (segundo medição da Agência Meteorológica do Japão) que atingiu o Japão por volta das 15h (horário local) de 11 de março de 2011. O epicentro foi na costa próxima à província de Miyagi, a 373 km de Tóquio.&lt;br /&gt;Dois terremotos na história tiveram medida uma magnitude de 8,8. Um ocorreu no Chile, em 27 de fevereiro de 2010, matando mais de 800 pessoas e deixando cerca de 20 mil desabrigados. O epicentro foi a região de Bío-Bío, a cerca de 320 km ao sul de Santiago.&lt;br /&gt;O outro atingiu a costa entre o Equador e a Colômbia em 31 de janeiro de 1906, matando entre 500 e 1,5 mil pessoas. O tremor chegou a ser sentido em San Francisco (EUA) e no Japão.&lt;br /&gt;Três terremotos já foram registrados com magnitude 8,7: Em 1º de novembro de 1755, um tremor de magnitude 8,7 destruiu Lisboa, matando cerca de 70 mil pessoas.&lt;br /&gt;Já em 4 de fevereiro de 1965, um tremor também de magnitude 8,7 atingiu as ilhas Rat, no Alasca (EUA), gerando um tsunami de cerca de 10 metros de altura na ilha de Shemya. Apesar disto, o abalo causou poucos danos.&lt;br /&gt;Em 8 de julho de 1730, um terremoto de igual magnitude atingiu Valparaíso (Chile), gerando um tsunami e causando danos em diversas cidades da costa, mas causando poucas mortes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571945202280978068-6413851209056601922?l=transpessoais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transpessoais.blogspot.com/feeds/6413851209056601922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2011/03/tsunami-pacifico-11-de-marco-de-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/6413851209056601922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/6413851209056601922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2011/03/tsunami-pacifico-11-de-marco-de-2011.html' title='Tsunami Pacífico 11 de março de 2011 principais notícias'/><author><name>SOL</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571945202280978068.post-8435267211925514404</id><published>2010-09-21T13:33:00.003-03:00</published><updated>2010-09-30T10:10:39.637-03:00</updated><title type='text'>Debate dos Candidatos na Rede SBT Nordeste</title><content type='html'>Preparo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda tem gente que diz que Marina Silva não tem preparo para governar. Ela sempre dá show nos debates, na simplicidade, usando de meio termos bem definidos: "estou aqui para discutir méritos", respondeu ela quando foi provocada por Plínio quanto a estar afinada com a política econômica do PT. Deixou claro que os radicalismos e as varreduras de projetos e pessoas por paternalismos políticos é um desperdício que sempre atrasa o desenvolvimento sustentável e continuado: os verdadeiros desfalques governamentais do Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela vai favorecer o que funciona, desconstruindo o modelo corruptivo, iniciando uma cultura de sustentabilidade no País. Isso não se constrói da noite para o dia, como o governo Lula deixou bem claro! E sim com trabalho continuado de transformação! Um país que já deu chance e reiterou Lula tem toda condição de dar oportunidade pra ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres estão mais preparadas pra governar o país entre nossos candidatos. E Marina me parece ainda mais preparada, relativamente ao ainda Verde Partido, em termos de estrutura política no país... Embora devesse ser este o partido do mundo inteiro! De uma sociedade Global, Planetária, conectada com a mãe natureza que nos oferenda a existência e sustenta toda diversidade cultural que já inventamos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571945202280978068-8435267211925514404?l=transpessoais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transpessoais.blogspot.com/feeds/8435267211925514404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2010/09/debate-dos-candidatos-na-rede-sbt.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/8435267211925514404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/8435267211925514404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2010/09/debate-dos-candidatos-na-rede-sbt.html' title='Debate dos Candidatos na Rede SBT Nordeste'/><author><name>SOL</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571945202280978068.post-78778098302486899</id><published>2010-09-20T19:04:00.001-03:00</published><updated>2010-09-20T19:07:22.917-03:00</updated><title type='text'>Alto Paraíso</title><content type='html'>Retornos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta aos Cristais, encontrei Moinhos, Solariums, Anjos e Arcanjos, Xamãs. Parceiros Gratuitos que se esperam encontrar, para se conceberem partes do Todo na Grande Jornada. Uma síntese climática de rara beleza e sinceridade. Salpicados de humanidade e extra-humanidade por todos os lados; visitantes; caldos culturais pelos ares. Vales e Cânions; Luas e Sóis... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Alto Paraíso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidade de Cristal. Lugar de Poder. Área Sagrada. Jardim Energético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recarregando centros de consciência, espontaneamente equalizamos sensações, percepções, visões e perspectivas. A responsabilidade de cultivar estes temperos, em meu corpo e em minha jornada. Em busca do Retorno do Pajé...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro da sensação provocada de despedida da Serra Grande – Chapada da Ibiapaba/CE, na ida. Agora que ainda retorno, catalizando energias, redescubro sensações, pensamentos e atitudes; recupero os arquivos akasicos. O essencial do tempo que nos restaria se realmente fosse o fim dos dias. Referência que carrego em mim desde que experimentei a separação do todo, e me entendi Ente Vivente. Ouvir o refrão de pais e filhos é um momento de identidade. O amanhã é agora! Nem sabemos direito a que viemos neste mundo; e se tudo estivesse prestes a papocar de vez? Que raios estávamos fazendo aqui, ou pra onde quer que fôssemos..? Até onde poderíamos ir, tudo sendo naqueles que nos fortalecem? O cultivo da amizade, das luzes e sombras dos encontros de autenticidades. A arte do desapego cotidiano, saindo das amarras dos papeis aprendidos, lapidando a matéria bruta oferendada a nós nesta vida. O convite à transcendência, cada um a seu passo e a seu “posso” – a seu “sou”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornar não é apenas voltar: é também Aperfeiçoar o Movimento da Espiral – AME! Retornar é melhor amar; dar continuidade à evolução das pessoas, nos fortalecendo nas diferenças, sem desperdiçar as luzes com que partilhamos os dias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este mês recomeço meus estudos sagrados. Aprofundar saberes sobre ritmos, polaridades, gêneros, vibrações, correspondências, causas e efeitos, propagações... as forças da natureza com as quais compartilhamos o Tempo. Parar para aprender! Há momento para ação e momento para descanso. Mas se estamos realmente gerando vórtices de vida, são necessários muitos momentos de assimilação, e partilha de tudo isso que vivemos. Não apenas trocando uma idéia na praça, e sim ritualizando a partilha dos aprendizados, afim de melhor cultivar tudo isso em nós: no seio da con-vivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fisicamente, de volta ao rodo cotidiano, aparelhos elétricos foram desativados. O caminhar dos trampos era o mesmo, mas descortinei a beleza da estrada, antes mal compartilhada: Os desgastes também são naturais. Mas certas repetições podem ser dispensadas, para canalizar os pólos magnéticos e redirecionar os satélites, e os chakras. Pequenas mudanças contribuem para a concepção de realidades antes camufladas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Agricultura Celeste pode durar meses com muito pouco, reduzindo excessos. O que é mesmo necessário? O quanto é mesmo necessário? Como ser a gestação entre convivências materiais, mentais, emocionais e espirituais? De onde tem saído sínteses? De quê para o quê mesmo? Caminhos, opções, diversidade, sensações; Assimilações. Emoções com menos Tur-Bilhões. O Ser com o Fazer, alinhando vontades divinas. Autentificando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São algumas das trans-morfações com as quais me redesenho a cada detalhe do sempre de todo dia; do “tempo que já se perdia”, “o que sobrou do céu”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Setembro de 2010                                Viagem de 3 a 7 de Setembro de 2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571945202280978068-78778098302486899?l=transpessoais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transpessoais.blogspot.com/feeds/78778098302486899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2010/09/alto-paraiso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/78778098302486899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/78778098302486899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2010/09/alto-paraiso.html' title='Alto Paraíso'/><author><name>SOL</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571945202280978068.post-2810180144697373699</id><published>2010-09-20T18:59:00.000-03:00</published><updated>2010-09-20T19:00:50.498-03:00</updated><title type='text'>Regimento Interno</title><content type='html'>Vivemos na área do planeta de maior miscigenação cultural, e somos frutos desta dádiva. A convivência dos diferentes universos culturais de cada irmão é um convite à responsabilidade que deve conduzir naturalmente ao respeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha liberdade começa quando encontro a do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como sair ganhando sozinho; Nem se ganha sem perdedor: Ou todos ganham juntos ou perdemos todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada pessoa tem o privilégio de conceber o outro em sua boa ventura e em sua inconsciência. Fale bem ou mal, mas fale com a pessoa, antes de sair falando do que lhe agrada ou incomoda nela em comunidade. Não desperdice nossa humanidade julgando caminhos e encontros antes de construir as trilhas e compreender as oferendas divinas. Construindo e compreendendo não haverá desperdícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalizar é tornar natural; Banalizar é tornar banal: A pureza da nudez surge sem fardas, papeis, imagens, ou qualquer necessidade vinda de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Educar aprendendo, junto ao desenvolvimento de quem aprende, zelando com carinho pelo aperfeiçoamento alheio, vitalizando potenciais, semeando sementes e luzes em cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partilhar práticas e conhecimentos com amor e prudência. A transparência está na expressão natural, e não na transmissão total de qualquer informação. Sempre haverá sombras ao longo da maturação. Sempre há o que conceber no momento adequado, assim como sempre há momentos de compartilhar o que se sabe, percepções e assimilações. Cultivar no coração que transmitir é amar. Tudo tem seu tempo de maturação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sermos eternos não é termos tudo que pudermos viver: as finitudes são essenciais às revelações. Samsara e Maia oferendam opções, caminhos, destinos. Discernir o vital do destrutivo é que representa nossa responsabilidade sagrada, dentro e fora de nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571945202280978068-2810180144697373699?l=transpessoais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transpessoais.blogspot.com/feeds/2810180144697373699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2010/09/regimento-interno.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/2810180144697373699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/2810180144697373699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2010/09/regimento-interno.html' title='Regimento Interno'/><author><name>SOL</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571945202280978068.post-8657675842509830827</id><published>2010-09-14T11:56:00.006-03:00</published><updated>2010-09-27T17:09:05.322-03:00</updated><title type='text'>Queimadas no Brasil... Em 2012 será pior?!</title><content type='html'>No mês de agosto de 2010 queimadas devastaram imensas áreas de preservação ambiental no Brasil. O que mais me impressionou foi o Parque Nacional das Emas - GO, que praticamente sumiu do mapa: mais de 132 MIL Hectares! Praticamente 100% de toda mata milenar nativa... Tocantins e Paraná também abriram porteiras e corredores para frentes frias vindas do sul, e as projeções não são nada animadoras. Seriam necessários mais de 200 anos para reflorestar apenas uma parte de toda mata natural devastada... isso se não usarem as áreas para "outros fins" com a desculpa da "impossibilidade da recuperação"... Como intervir numa situação que se cronifica em progressão geométrica depois de agosto? São novos focos de incêndios a cada 10 segundos no Brasil! O clima que piorava a cada ano têm piorado a cada dia... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os danos provocados pelas queimadas são sistêmicos, provocando uma rede de problemas difícil de realinhar soluções. Só pra resumir algumas informações da internet:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;As queimadas provocam a perda e desequilíbrio de biodiversidades, o empobrecimento do solo, a poluição do ar, a fragilização de agroecossistemas, a destruição de linhas de transmissão e outras formas de patrimônio público e privado, a produção de gases e climas nocivos à saúde humana, a diminuição da visibilidade atmosférica, o aumento de acidentes em estradas e a limitação do tráfego aéreo, etc... As queimadas interferem diretamente na qualidade do ar, na física, na química e na biologia dos solos, na vegetação atingida pelo fogo e indiretamente podem afetar os recursos hídricos. Além disso, no Brasil, são consideradas a principal fonte emissora de gás carbônico, um dos causadores do efeito estufa (em outros países a atividade que mais colabora com o aquecimento do planeta é a queima de combustíveis fósseis).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, esse ano, o estrago provocado pelas queimadas pode ser maior que em 2007, quando houve o maior número de incêndios dos últimos cinco anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação mais crítica ocorre no Tocantins, onde as queimadas já destruíram 216 mil hectares do Parque Nacional do Araguaia.  O instituto também considera crítica a situação no sul do Pará e em Rondônia.  Além da destruição das florestas, as queimadas trazem prejuízos sociais e econômicos.  Os aeroportos de Rondônia e Acre ficaram fechados por vários dias, por falta de visibilidade ocasionada pela fumaça.  O tráfego nas estradas também foi afetado, principalmente no período noturno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em função dos incêndios que se alastram por causa da seca, 100 casas foram destruídas pelo fogo em Marcelândia (MT).  No mesmo Estado dois trabalhadores da Usina Pantanal, na zona rural de Jaciara, morreram em um acidente durante uma queima de cana-de-açúcar.  Uma das vítimas morreu no local.  O outro trabalhador no Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Rondônia os ribeirinhos estão com dificuldades para navegarem no Rio Madeira, já que além da baixa do rio, ocasionada pelo período de seca, a visibilidade é praticamente zero.  Na região urbana a cidade está tomada por neblina, e a fumaça, em certos momentos chega a tomar conta das residências.  Os atendimentos nos postos de saúde e nas policlínicas aumentaram substancialmente: apenas no Hospital Infantil Cosme e Damião, o atendimento a crianças que apresentam problemas respiratórios subiu 70%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só no oeste do Pará, nos municípios de Novo Progresso e Altamira , o Ibama já multou em R$ 726 mil os proprietários rurais por queimada ilegal.  Juntos, eles colocaram fogo sem autorização do órgão ambiental em 724,91 hectares de pastos e florestas em regeneração.  Além da multa, o instituto embargou suas terras.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do jeito que vai a desintegração de áreas essenciais para o equilíbrio do clima no Brasil, a pergunta que se faz com relação aos conspiradores, que parcecem ansiarem pelo fim do mundo em 2012, é se ainda podemos intervir positivamente na busca de soluções para o problema mundial do clima... Vale apimentar nesta questão polêmica que além dos crimes ambientais favorecidos por nossa espécie, houve uma chuva de meteóros no mesmo período crítico que colaborou para o esquentamento da crosta terrestre, sendo possível inclusive serem vistos em agosto pelo céu... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alinhamentos cósmicos ou co-incidências à parte, os acontecimentos das últimas semanas no Brasil já está afetando o mundo. É preciso tomar consciência dos ciclos naturais e aprender com eles: Para além dos ciclos cósmicos de anos solares ou outras especulações infantilizadas por céticos, as estações mudam, os ventos aumentam a velocidade em períodos de calor, e as coisas não vão melhorar com a indiferênça ou banalização das diversas violências provocadas pela (des)humanidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com dados do CPTEC (INPE), ocorrem, em média, cerca de 200 mil focos de queimadas por ano no país, a maioria deles na região amazônica, onde a prática é comum para limpeza de terrenos a serem utilizados para agricultura e pecuária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns sites para dimensionar e compreender o problema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.jusbrasil.com.br/noticias/2327487/onze-estados-sofrem-com-a-baixa-umidade-do-ar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://ambiente.hsw.uol.com.br/queimadas3.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://ambiente.hsw.uol.com.br/incendios-florestais.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,numero-de-queimadas-no-brasil-aumenta-mais-de-90-em-relacao-a-2009,596832,0.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/08/inpe-aponta-novas-areas-de-queimadas-no-brasil.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://pt.mongabay.com/news/2010/pt0827-twitter_fires.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://sigma.cptec.inpe.br/queimadas/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://ambiente.hsw.uol.com.br/reflorestamento-tropical.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.linearclipping.com.br/adasa/detalhe_noticia.asp?cd_sistema=332&amp;codnot=1328049&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571945202280978068-8657675842509830827?l=transpessoais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transpessoais.blogspot.com/feeds/8657675842509830827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2010/09/queimadas-no-brasil-em-2012-sera-pior.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/8657675842509830827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/8657675842509830827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2010/09/queimadas-no-brasil-em-2012-sera-pior.html' title='Queimadas no Brasil... Em 2012 será pior?!'/><author><name>SOL</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571945202280978068.post-6303083585661458758</id><published>2009-08-11T09:52:00.008-03:00</published><updated>2009-08-12T19:08:58.236-03:00</updated><title type='text'>Conflito, Postura Cultural e Independência na America do Sul...</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me valho de extremismos. Na imensidão da história humana já passamos dos excessos coletivistas de socialismos para os excessos individualistas capitalistas: temos, no mínimo potencialmente, maturidade para sintetizarmos caminhos do meio... A América do Sul tem o dever de consolidar como talvez em nenhuma outra região do globo uma nova síntese, não só pela diversidade cultural de riqueza sem igual no planeta, mas principalmente pelas experiências de unidade política que o povo desses países vêm aproximando esforços para configurar... Tenho pena de ver pessoas aculturadas que não percebem a evolução que temos passado, e fico besta de ver como este Brasil é acomodado, medroso e sem espírito de luta por unidades culturais que possam resgatar a ancestralidade da terra em que estamos aprendendo a explorar mais que cultivar desde o "descobrimento"... É muita lavagem cerebral temer mais o peito guerreiro de Chavez que as armas imperialistas de uma cultura que tem descaradamente se aliado a nações que desejam arrancar tudo que possam de nossa soberania historicamente sofrida, nossa Amazônia, etc... É triste ver brasileiros temerem irmãos de luta de nossa autonomia sulamericana... sintoma de cegueira e acomodação: pessoas que passaram a gostar de serem parte da exploração desmedida do planeta e estão pouco se lixando em fazerem parte de uma história humana... Parabéns aos países em que ainda encontramos uma maioria de conscientes de nosso momento evolutivo e não se renderam às seduções do entorpecimento cultural! Se hoje existem "extremismos irresponsáveis" por parte de seus líderes é por conta de uma história de explorações (não apenas na América do Sul). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponderemos as ressonâncias relativamente coerentes que ocorrem em momentos de conflito. Pois temer esse enfrentamento é temer o desvelar das verdades inerentes aos sintomas extremistas, sintomas estes que acabam ganhando um relevo jornalístico de formação de opiniões, distanciadas da totalidade do contexto maior das bases dos conflitos. Relações diplomáticas devem ser valorizadas até certo ponto, em que não sejam justificativas de um tabuleiro implícito que envolva a soberania das culturas e territórios envolvidos. Há muitas décadas falta diplomacia verdadeira por parte de países que, depois de muito provocarem, se disfarçam de democráticos mundiais vítimas de "revolucionários irresponsáveis". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em geral os países pelo meio do mundo não têm exposto suas posições particulares, fora de certo silêncio condescendente quanto as guerras promovidas pelo "imperialismo norte-americano" (há quem ouça esta expressão com bastante pré-conceito, inclusive). Quero ver quando os conflitos desse imperialismo atingir mais diretamente nossos calos, se teremos tanta "imparcialidade" como boa parte dos brasileiros têm demonstrado quanto as guerras no Iraque e tantos outros absurdos de invasões totalitárias, terrorismo efetivo e manipulações de países, que este suposto império vem promovendo... Qual seria nossa posição, numa América do Sul francamente ameaçada por tais forças, permanecendo fragmentada enquanto unidade geopolítica, econômica? E qual seria o posicionamento caso esta ameaça surgisse numa América do Sul devidamente engendrada numa postura independente e soberana enquanto regional planetária? Não há como prever nada em nosso momento atual. Mas se as nações deste polo das américas não despertarem para a guerra política e psicológica que vem sendo construída para inviabilizar uma unidade harmônica da América do Sul (antes mesmo de Chaves ou Lula serem presidentes), eles continuarão se aproveitando dos pontos fracos (psicológicos, econômicos, políticos, etc) destes países. Não estamos lidando com amadores: os militares americanos estão pondo cabresto até no Barack Obama no que se refere a "diplomacia" de guerra dos Estados "Unidos", comprometendo sua credibilidade enquanto presidente! A retirada das tropas americanas no Iraque, promessa de campanha de Obama, certamente garantiu uns votinhos extras por lá... E essa potência que é a ala militar dos EUA deverá comprometer ainda mais a vida política do referido presidente, mantendo sua autonomia na tangência das decisões cruciais da "diplomacia" mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oremos pela maturidade da América do Sul em nossa busca de Unidade e Fraternidade conscientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: http://www.blogcatalog.com/blog/mundorama/7e8020ac0d8838ed11b7f86141b3cf9c&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(outras infos sobre pressões norte americanas na américa do sul)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571945202280978068-6303083585661458758?l=transpessoais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transpessoais.blogspot.com/feeds/6303083585661458758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2009/08/conflito-postura-cultural-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/6303083585661458758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/6303083585661458758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2009/08/conflito-postura-cultural-e.html' title='Conflito, Postura Cultural e Independência na America do Sul...'/><author><name>SOL</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571945202280978068.post-5298153580858162031</id><published>2009-05-27T09:30:00.013-03:00</published><updated>2009-08-17T14:38:10.856-03:00</updated><title type='text'>A Vida e a Morte entre o Gênero e o Poder</title><content type='html'>Masculino e Feminino # Homem e Mulher (Gênero # Sexo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Joseph Campbell, o menino primitivo, a fim de assumir os princípios masculinos que irão consagrá-lo homem, tem que ser transformado em homem voluntariamente, através de ritos de iniciação bastante marcantes, inclusive fisicamente, para que fique patente que algo realmente ocorreu com ele; seu corpo e sua postura de vida seguirão por outras veredas, tornando-se servidor de algo maior que ele próprio. Estará representando um provedor da vida; um veículo da sociedade – dos objetivos coletivos e da ordem social. A menina se identificará com a Deusa Terra e seus poderes, tornando-se o veiculo da natureza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se sabe muito sobre a iniciação da mulher no feminino, senão pela menstruação. O que ela tem de fazer é observar e assimilar a transformação que a natureza faz nela, iniciando-a em sua condição feminina, fecundante, lunar. A mulher representa a própria vida; é o veículo da vida, da nutrição, etc. E precisa se dar conta disso. O que é uma responsabilidade de consciência anterior e posterior a ser mãe. Trata-se de reconhecer-se na própria Mãe-Terra, conectar-se com Ela, com seus ciclos, etc – assim como o homem não vai apenas gerenciar norteamentos sociais, mas reconhecer-se humano, através dos desafios que a sociedade vivencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A função do ritual é justamente nos elevar à maturação, nos retirar para fora do campo doméstico, confortável, etc, para enfrentar a expansão dos mundos. Não é função do rito nos levar sempre para um clima caseiro e aconchegante de um útero, como nos encontros nas igrejas. Podemos até considerar isto como parte da jornada de um ritual, mas não uma meta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um movimento de expansão e transmutação. Os mitos evoluem ao longo dos tempos, respondendo as demandas de mudanças de espaço e tempo, como certos nômades que migraram de um modo de vida agrícola para uma vida de caça, gerando uma revalorização de seus ritos em função de novas necessidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas atualmente vivemos uma morte dos mitos, numa enorme falta de rituais significativos. Nossos rituais são abrandamentos fajutos do que consistia uma verdadeira iniciação. Seguimos mantendo uma tradição que vem do primeiro milênio antes de cristo, de um outro lugar, lidando com seus mitos, sem alterar nem assimilar as qualidades de outras culturas, embora tenhamos nesta chamada era da informação a possibilidade de vivermos uma era planetária de expansão das diferenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que temos assistido é o resultado da falta de ressignificações da vida. E o preço tem sido certa regressão instintiva, como que numa reação ao represamento dos movimentos naturais de expansão das histórias e mitos humanos. Assistimos a uma série de escapes à falta de alicerces ritualísticos que nos possibilite compreender a própria necessidade de evoluirmos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A necessidade de evolução, que os mitos acompanham e respondem na geração de novas necessidades e tendências culturais, perderam e muito a mobilidade que tinham. A aceleração em que vivemos esconde essa mesmice de imperialismos culturais. As pessoas vivem falando angustiosamente sobre novidades. Tudo precisa ser novo, mas para camuflar o mesmo. As novidades têm sido muito mais repetições remasterizadas, maquiadas de novidade, do que novos mitos. Como dizia Cazuza, “eu vejo um museu de grandes novidades”. Onde estão as novas possibilidades, as novas visões de universo que possam contar outras histórias que não essa mesmice de novela que insistimos em nos assegurar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É em face desse represamento do mitológico que estamos verificando uma total dilaceração dos princípios masculinos no homem e do feminino na mulher. Uma tremenda confusão entre estes princípios que residem no interior de cada um de nós. Os rituais de procriação e todo o chamado paganismo sofreu uma mutação nada “irmã” na transição da chamada Idade Média. Esses povos viviam em vilas e foram tão agredidos que o adjetivo de vilões lhes são proveniente; as sacerdotisas devidamente iniciadas no feminino da Mãe Natureza foram reduzidas ao hoje pejorativo “Bruxas”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São tantos os resíduos históricos que não convém escavarmos aqui. O obscurantismo desumano que nos atingiu naquele período foi sem dúvida o grande momento de curvatura na história de muitos comportamentos que hoje não conseguimos compreender. Dentre estes comportamentos vamos tentar nos ater ao machismo e ao feminismo para tentarmos aqui discorrer sobre o tema proposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já escrevo textos gigantescos para blogs, então é preciso refletir muito bem sobre estas primeiras considerações e mantê-las em mente se quisermos ter um diálogo sincero e transparente entre o que aqui se lê e o que aqui se escreve. Só assim poderemos abrir espaço para além de nossos pré-conceitos. Estes costumam atropelar nosso silêncio comprometendo assim o respeito necessário ao diálogo polido, pois os barulhos internos de nossas perturbações e julgamentos mentais acabam nos afastando do enfrentamento real que nos angustia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como o homem pode estar deixando de evoluir no equilíbrio da cultura com o tal machismo e suas regalias mundanas – afinal as mulheres quando tem as mesmas regalias ainda sofrem de algum pré-conceito – a mulher também tem deixado de evoluir na dependência de sentir-se valorizada pela dádiva da procriação. Nos deteremos melhor na diferença entre esta dádiva ser algo efetivamente sagrado e ser um apelo cultural posteriormente. Mas a posse do filho, bem referendada pela psicanálise como falo da mãe, é um exemplo do quanto os gêneros tem deixado de evoluir em nossa cultura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não está familiarizado com a linguagem psicanalítica, o falo não é o órgão masculino em si, mas o simbolismo de poder que ele referencia. Tanto homens como mulheres, encontram-se escravos das imagens, do poder, e tudo o mais que caracteriza os valores culturais de nosso tempo. "Freud demonstrou, particularmente no caso da sexualidade feminina, como o desejo de receber o falo do pai se transforma em desejo de ter um filho dele" (Garcia-Roza)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria então bastante contraproducente discutir sobre a guerra dos sexos, nesta etapa de nosso desenvolvimento cultural. Já é percebido o quanto se perdeu tempo com isto, quando na verdade homens e mulheres entram em conflitos muito mais por causa desses valores – enquanto marionetes dos preconceitos culturais – do que propriamente por serem homens e mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa banalização em que muitos caem, afirmando serem os relacionamentos entre homens e mulheres algo complicado, tem na verdade sua complexidade engendrada pelos valores culturais. Não é o fato de pertencermos a gêneros distintos que nos transformam em seres tão complicados. Podemos admitir que haja uma complexidade nesta dualidade, mas a complexidade em si não é sinônima de conflito, confusão ou complicação. Tudo que envolve expansão e evolução remete a uma complexidade constituinte. A vida pode se tornar mais simples quando aprendemos a respeitar suas necessidades evolutivas.&lt;br /&gt;A necessidade de poder – já bastante desenhada por filósofos como Nietzsche, Shopenhouer, Foucault e tantos outros que se detiveram ainda mais na complexidade do poder no interior da natureza humana – tem minado o desenvolvimento evolutivo de ambos os gêneros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, isto me lembra aquela sena de novela, que infelizmente é bastante comum na vida social cotidiana, em que o rapaz domina a garota em vários sentidos, mas só quando eles finalmente enfrentam, numa baita discussão, a bola de neve entre suas barrigas é que, para não perder a relação em que desenvolve seu poder, o cara vai e diz: “você é minha!”. Daí ela retruca com ódio da sinceridade do rapaz (embora seja esta sinceridade que a faz consciente da situação) e consegue tomar, finalmente, a decisão mais coerente de se valorizar e cuidar do seu nariz e amor próprios. A partir de agora ela terá a oportunidade de oferecer seu amor para alguém que respeite a condição humana inalienável de sermos sós na unidade das diferenças. Mas a questão é que a dominação, por parte do rapaz neste caso, já existia. O que motiva a cegueira cotidiana perante essas questões de “poder”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poder ou não poder? Eis a questão! Quem pode o quê em nossa cultura? Há quem é dado o direito de definir o que devemos fazer uns com os outros? Os homens podem ter gostado da idéia das regalias mundanas, mas isso pertence muito mais a grupos políticos que aos gêneros. Ou alguém que lê este ensaio acha mesmo que não existem questões históricas e políticas que disseminaram que a raça negra seria inferior? Há quem possa gostar da idéia para se sentir superior a alguma raça, mas isso não pertence a etnias em si, mas a justificativas de poder. Há quem tenha se beneficiado em reduzir ou selecionar o apanhado de conhecimento sagrado e religioso que convém em toda nossa história para dominar alguns setores da sociedade, queimando quem não se adaptasse... e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não sermos muito faladores nesta colcha de retalhos, vamos inicialmente tentar exemplificar o que nos interessa neste assunto através de um tema polêmico: a eutanásia. Aliás, vamos começar precisamente pelo fato de ser considerado algo polêmico. O centro da motivação em escrever este ensaio é justamente isto: Por que é considerado polêmico alguém ter direito sobre sua própria vida, a ponto de ter a liberdade de decidir por dar fim à mesma? Que entidades, órgãos e grupos têm se oposto a um ato de liberdade humana sobre sua própria vida ou morte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma igreja pode ser contra a eutanásia, afinal só eles puderam tirar a vida em nome de Deus. Médicos podem se considerar donos das vidas dos outros. Homens podem isso e aquilo que mulheres não devem fazer... será que estamos falando de assuntos tão  distintos assim? Por que há quem possa e há quem não possa nesta vida? Não se trata de apelar para extremos idiotas como “temos o direito de fazer o que quisermos” pois não posso concordar, como Ser da mesma espécie, que temos o direito de matar. Mas matar a si mesmo não é uma questão de direito. Mesmo que os senhores forenses queiram ter o “poder” sobre esta decisão, nunca teriam burocracia suficiente para evitar que alguém cometa suicídio. Seria pura abstração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas retornando ao que nos interessa nesta digressão inicial, já foi dito que tanto homens quanto mulheres são escravos da cultura. Pois muito bem. Tenhamos a hombridade de enfrentar a complicação que rendeu a complexidade dos relacionamentos entre homens e mulheres o legado de difícil. Pois é sabido que muitas sociedades da antiguidade, e mesmo dos dias de hoje, consideram a dualidade entre masculino e feminino um componente sagrado de manutenção da saúde pessoal e do bem estar sócio-cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos começar com a falácia do “instinto materno”. Esta conversa fiada sobre o instinto não deveria esconder os verdadeiros valores culturais na história da emancipação feminina que fizeram das mulheres seres dependentes desta camuflagem teórica. Explicando melhor: Há mulheres hoje em dia que jogam seus filhos em latões de lixo, ou os vendem por aí. Se o instinto materno fosse algo tão universal estes exemplos não existiriam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante, o que restaria a mulher que foi perdendo, em meados da Idade Média, sua importância no binômio masculino e feminino (reinante na esmagadora maioria das religiões da época) senão a fertilidade, a função primordial de fecundar os seres humanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais extraterrena que fosse a inquisição e outras aberrações históricas neste planeta, os colonizadores (terrestres ou não) precisariam de escravos para dominá-los. E precisariam manter (apenas para estes fins e não para recuperar o valor ancestral do feminino) algo de sagrado na fêmea humana. Tanto que aos poucos, dos meados da idade média para os dias de hoje, elas sofreram o diabo com qualquer coisa que pudessem garantir se sentirem valorizadas. E quantas delas podem hoje afirmar conhecer, com total segurança, o meio termo equilibrado em sua feminilidade, entre terem um comportamento santo ou de prostituta (ou dama na sala e puta na cama), por exemplo? Quantas delas estão conscientes do como têm de fato evoluído entre o brincar de casar e o brincar de ficar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos falando simultaneamente de homens que precisam de uma mulher em casa e outra na rua para se satisfazerem. Então como cair na infantilidade da guerra dos sexos se no frigir dos ovos, homens e mulheres são eminentemente escravos dessa tragédia histórica da mesma espécie humana que estamos agora atualizando o itinerário histórico e cultural?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro grande (e verdadeiramente nobre) passo seria assumirmos que um homem e uma mulher são antes marionetes da cultura do que um do outro. E que a partir desta responsabilidade evolutiva podem enfrentar, não o outro, mas as cordinhas que os tem dominado (mitos para lá de arcaicos), mantendo os mesmos padrões de desejos, comportamentos e conflitos. Desta forma os conflitos de poder estariam devidamente localizados e poderíamos enfrentar melhor nossas diferenças, sem deixar que “os poderes” de homem e mulher entrassem em sena (falocracia) como parte do enfrentamento natural das diferenças evolutivas de gênero. Talvez com isso poderíamos dar saltos realmente evolutivos e utilizar nossa energia vital de maneira mais consciente, fazendo do amor uma inspiração para melhorar o mundo em que vivemos. Desta forma teríamos a saúde mental e emocional, a lucidez e a serenidade ativa, de reagir ao sistema que nos quer pôr a culpa por tudo que tem gerado de negativo, ao invés de nos autoflagelar com nossas errâncias afetivas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a coisa não é tão simples de se desatar assim. Esses valores, como vimos, literalmente sofreram o cão para se consolidarem no interior de nossos corações, mesmo com o caráter conflitante que reconhecemos corroborar. Desapegar do “instinto materno” que garante um certo tipo (bastante delicado) de poder à mulher, não é fácil. Desapegar do “instinto másculo de reprodutor” também não é uma vaidade fácil de se perder para um homem. Nos tiraram o poder que ritualizávamos no passado, unidos às mudanças de estações e outros movimentos da Mãe-Terra, e estamos transferindo nossa energia vital da guerra pelo resgate de nossas conexões essenciais, para uma guerra de sexos (e gêneros) deflagrada por grupos alheios à nossa humanidade. E o pior é que estamos no meio de uma inversão seguida de complicação de valores entre gêneros e sexos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que muitos chamam de vingança do feminino. Na verdade é uma vingança das mulheres. Essa “vingança” é das mais ridículas, pois mulheres estão usando apelos, que certos homens passaram a usar um dia, para “dar uma volta por cima”. Isto soa mais como curto circuito! Como dar uma volta, fazendo o mesmo só que com o outro, senão por baixo? É mais fácil estarem reforçando os princípios falocráticos que superando os mesmos: “agora é nossa vez...” ou “a mulher pode mais; é mais isso e mais aquilo...” Vingança..? isso é humor negro, isso sim! Mas acordando para os bastidores das guerras poderemos recuperar a paz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa história de vingança das mulheres é fruto da guerra dos sexos. Estudando mitologia, principalmente de figuras como Lancelot, dentre outros menos famosos, me pergunto se também não haveria motivos históricos para o homem se vingar do domínio feminino... Ou será que os poetas que morriam antes da maioridade na era romântica foram historicamente substituídos pelos realistas por acaso? Na verdade estamos falando no domínio de valores – sejam eles do período em que os femininos eram dominantes ou masculinos – que têm se chocado entre a animalidade e a espiritualidade humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido não parece prudente simplesmente chutarmos o pau do barraco cultural no qual nos tornamos para termos um mundo mais digno de nos relacionarmos. Esses, como todos os demais itinerários humanos, têm sua importância e, de alguma maneira, teremos que nos equilibrar nos extremismos da balança da evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma luta inglória, porque homens e mulheres não têm atualmente o espaço sociocultural adequado para recuperar o que existia de sagrado na comunhão do masculino com o feminino, como existiu no chamado mundo antigo de nossa espécie. E assim, nem parece possível regredir ao estado relativamente paradisíaco desses tempos remotos, nem muito menos pode se achar que estamos no supra-sumo de nossa evolução, nos apoiando apenas em “liberalismos sexuais”, progressos mecânicos, tecnológicos, materiais e instrumentais. Em termos de relações humanas existem sociedades (tidas pela arrogância dos que consideram nossa era o supra-sumo da evolução como “primitivas”) infinitamente superiores à nossa aclamada civilização de aberrações crescentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos cabe mesmo é recuperar o itinerário evolutivo e seguirmos mais conscientes. Aliás, o que caracteriza de forma definitiva o “avanço dos tempos de progresso” é a crescente falta de consciência: pessoal, social, ambiental, ecológica, educacional etc. A desconexão com a natureza, com nossa própria espécie, é aberrante, gritante e desgastante para a viabilidade da existência humana na terra. E ainda querem explorar a possibilidade de se instalarem em outros planetas para continuar a destruição. Isto, aliás, colabora para a hipótese de que este tipo de comportamento é mais para colonizadores extraterrestres do que para cultivadores terrestres. Esta falta de interesse em manter a unidade da vida de nosso ecossistema é efetivamente desumano. O que vamos fazer em outros planetas? Outras estrelas negras de Darth Vader, feitas de robôs e máquinas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preocupação das sociedades tidas como primitivas (pelo relativismo evolucionista de nossos acadêmicos antropocêntricos) era a expansão de consciência, de conexão com toda a unidade vital, águas, plantas, animais, minerais e até seres de mundos multidimensionais, os quais nem objetamos a possibilidade da existência... Talvez porque se ainda tivéssemos estes potenciais preservados poderíamos facilmente reconhecer e constatar a abdução cultural extraterrena em que vivemos, pois nossa consciência ainda estaria expandida como antes de perdermos o faro, entre outros sentidos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um cientista precisa pôr eletrodos numa raiz de planta para perceber que ela reage ao simples pensamento de prejudicá-la com tesoura ou vela, como realmente exigir de alguém de nossa cultura instrumental, que aqui contextualizamos, que possa sentir presenças de outras dimensões? Sem falar do tamanho do gânglio olfativo que atrofia no nosso sistema límbico desde nossa era arcaica, quando éramos excelentes farejadores à distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que direção tem ido nossa senso-percepção nesse progresso todo? Para gastar rios de dinheiro em pesquisas de inteligência artificial? Para seres não humanos adquirirem percepção de animais e terem sensores superiores aos nossos, dados por Deus para aperfeiçoarmos nosso potencial de expansão de consciência tal qual até hoje fazem os xamãs? Ou será que estamos cada vez menos necessitando de Deus, concomitantemente a crescente falta de consciência humana de nossa própria atrofia evolutiva, transferindo nossos poderes e potenciais para uma dependência material exterior?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste sentido que filtramos este vasto tema com o título de “A Vida e a Morte entre o Gênero e o Poder”. O que nos mata é uma ânsia de poder que acreditamos necessitar fora de nós; que precisa ser retirada de fora de nossos corações. Coisas que dialogam muito bem com possessões e outras infantilidades evolutivas. O que nos pode manter nos trilhos da evolução humana é a harmonia dos princípios masculino e feminino, como na tradicional medicina chinesa: Yin e Yang em equilíbrio = saúde. Pois se não se pode falar em futebol nem religião, que falemos de polaridade dos gêneros. Aliás, confundir times com a diversidade religiosa não passa de mais um sintoma desta confusão entre divisão e união de nossa humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode discutir religião, mas vivenciar a religare. E se nisto nos achamos no direito de discutir qual é a mais completa e verdadeira, não poderemos reclamar das guerras, seja entre credos, países ou gêneros... Imposições ou intolerâncias culturais, étnicas, de gênero, etc, são comportamentos perigosos em que podemos perceber o nível de humanidade e animalidade em que estamos. É preciso evoluir entre o animalesco instintivo e o humano espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que alguém (abduzido?) proclame que faço discurso idealista sobre a natureza humana, buscando equilíbrio entre o lado luminoso e sombrio de nossa espécie, puxando a sardinha para a luz. Tudo bem, desde que prestem mais atenção na tentativa do equilíbrio, prefiro que me confundam com a luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha questão religiosa pessoal ressoa com a necessidade evolutiva de nossa espécie. Psicologia, Homeopatia, Bioconstruções, Associativismo, Agroecologia, Ecovilas, ou seja, plantar e colher, levantar uma moradia, organizar uma sociedade com as rédeas de sua educação e saúde integral, etc... todos este interesses pessoais não passam de ressonâncias humanas em mim. Uma busca espontânea de união de recursos em prol de uma qualidade de vida promotora de evoluções eminentemente Humanas, humanóides, sensoriais, instintivas e espirituais. Tudo o que envolva maturidade intraespecífica no todo de nosso ecossistema (plantas, homens, bichos, etc) me interessará mais que bens e conhecimentos para meu umbigo (ou para vaidades culturais alienadoras que me tornem indiferente ao ecossistema em si).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, escolhi aos 13 anos ser psicólogo. Tenho migrado para alquimia e outros recursos de cura. Mas não atendo quem não deseja aperfeiçoamento existencial, como fanáticos de bíblia na mão no meio da rua, ou pessoas com seus problemas de morte interior mal resolvidos, que se camuflam de caridosos no intuito expiarem suas covardias mais recônditas... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pedra angular das religiões, e talvez da própria evolução da espécie humana, gira em torno da morte. Um homem ou uma mulher que tem problemas com as mortes dos outros, com o sofrimento dos outros, a ponto de querer se meter no carma alheio, tem na verdade problemas com a sua própria morte, ou no mínimo com um luto indevidamente vivenciado pela morte de alguém que não pode “salvar”. A economia emocional, bem como nossos sistemas físicos de imunidade, deveriam tender ao equilíbrio e não aos extremismos doentis. Quantas pessoas sofrem entre o excesso de caridade e o excesso de egoísmo, mesmo que em ambos os casos considerem seus extremismos legítimos?&lt;br /&gt;Quantas pessoas não quiseram denegrir minha ética profissional me pedindo para tentar manter atendimentos sem a própria vontade e motivação do paciente..? E então voltamos para a pergunta: quem tem o direito de discriminar em nosso lugar sobre o que podemos ou não fazer? De onde vem esta arrogância; esta vontade desmedida de resolver pelos outros uma morte que não me pertence?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos reduzir estas provocações à parábola bíblica do cisco e da trave nos olhos. Seria bem cômodo abrandar as inquietações promovidas pelas provocações aqui transcritas apelando para resumos intelectuais. Espero que não matem o lado escuro de suas vidas por me verem tentando equilibrar os extremos de nossas naturezas. Releiam o quebra-cabeça do início, copiem, rabisquem, reescrevam, publiquem, façam comentários, mas não me venham com reducionismos previsíveis e manjados sobre o que realmente interessa aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dar a vida por alguém pode até ser referência de heroísmo, quando simultaneamente estamos salvando nossas próprias vidas, transcendendo valores no interior de nossa humanidade. Mas Jesus não era apenas um escravo da dor que estava nos “salvando” (por masoquismo passivo) de um grupo poderoso através do exemplo da humilhação resignada. Ele estava disponível à ressurreição! Disposto como uma lagarta que aceita (e provoca!) sua morte na crisálida para renascer num novo ser, com outro DNA, e com asas voar para dimensões superiores ao rastejamento. A lagarta está salvando sua vida (gerando uma nova vida) com a morte de sua condição limitante... “Quem tentar salvar sua vida perdê-la-á”! Que dirá sair por aí salvando a vida dos outros fugindo da própria morte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que possamos amar cada vez mais o masculino e o feminino dentro de cada um de nós, para que recuperemos a sensibilidade e o norteamento necessários ao desenvolvimento de nossa humanidade, sem culparmos homens ou mulheres por serem partes legitimas e necessárias da imagem e semelhança com Deus. Provoquemos a morte dos extremismos e intolerâncias sobre os outros, compreendendo suas passagens por nossas vidas, integrando todas as experiências no seio da eternidade em que partilhamos a evolução.&lt;br /&gt;Tenho dito...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571945202280978068-5298153580858162031?l=transpessoais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transpessoais.blogspot.com/feeds/5298153580858162031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2009/05/vida-e-morte-entre-o-genero-e-o-poder.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/5298153580858162031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/5298153580858162031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2009/05/vida-e-morte-entre-o-genero-e-o-poder.html' title='A Vida e a Morte entre o Gênero e o Poder'/><author><name>SOL</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571945202280978068.post-4292295654609339784</id><published>2009-04-24T11:02:00.001-03:00</published><updated>2009-04-24T11:02:33.125-03:00</updated><title type='text'>Mitologia Pessoal</title><content type='html'>Tem muita coisa que escrevo a respeito das co-incidências que me acontecem na vida. Vamos começar do começo, quando me dei tempo de passar a escrever a respeito das sincronicidades:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que estou morando sozinho posso deglutir melhor certas dimensões e ângulos que há tempos vêm me convocando a abarcar. Moro num apartamento que era de um velejador, amigo, e irmão de um grande amigo, na Rua Sete de Setembro, independência. 6º andar, apartamento 804, soma 12, o dobro do andar, cuja soma é 3, nova unidade após a dualidade, o espírito santo etc. Faz parte da convocação à elevação natural. Os convites me fizeram, em 2004, finalmente me debruçar em leituras com as quais pudesse dialogar em paz. De Jung, as Cartas, Sincronicidade, Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo, Psicologia e Alquimia – por essas bandas Anatomia da Psique de E. Edinger. Literaturas sagradas em geral. Na verdade estou procurando disciplina. Coisa que só tive de minha mãe de forma indelicada. Gosto da leitura e tento me dedicar. Gosto de uma volta no Parque 13 de Maio, desejo repetir. Gosto de meus novo amigos como de sempre, posso cultivar mais beleza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho observando melhor o tempo. A conexão de todos. Certo dia, em Junho de 2004, vi as pessoas nos ônibus enquanto passeava pelas ruas e senti, como elas, a verdade do encontro. Na maior parte do tempo não há oportunidade de celebrar nossa existência no momento do encontro. Os olhares estão absortos, vagando, despertados apenas por entretenimentos fora da vida natural, ou por aberrações frutos de nossa palidez afetiva. Realidade: O que fazer do mundo material que caoticamente nos contorna, se somos os maiores responsáveis que conhecemos pela evolução e cultivo do planeta? Paradoxo: Maestros escravos de sua realidade. Vida: gira em torno da dependência material e dos desperdícios da cegueira. Energia: dissipada. Enquanto isso a ressurreição é um universo simultâneo que nos convoca à conhecer nossa força de atração; nossas estações, estradas e janelas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse dia em que passava pela Rua do Príncipe, estava de branco por conta do estágio em Psi Hospitalar na Aeronáutica, e as pessoas me olhavam pelo estereótipo. Eu não sou médico ou enfermeiro, embora traga a bata branca nos braços. Quero ser útil na saúde, mas pelo coração e pela mente. E me perguntava sobre a mitologia do Branco naquela tarde. Um senhor que estava à minha frente foi parando para acender um cigarro, e pela rotação que eu estava passei por entre ele e uma árvore que estava na calçada no mesmo momento. Eu me toquei da cena. Ele, não sei se percebeu o encontro, quase trombada. Acender um cigarro no momento de passar alguém todo de branco... A convocação se dá simultaneamente para as partes, pois é concebida pelas partes. É algo que paira a todo instante. Como em filmes de arte, a realidade oferece visões simbólicas para os contextos de vida. Muitos vagueiam o olhar. Muitos pelo constrangimento do encontro se curvam com a cabeça. Muitos percebem o limiar da superfície. Mas raros são os que olham, sentem e percebem seu momento no mundo. Nestes a presença possui um tempo autêntico. Há (re)conhecimento de haver um outro de mim mesmo, e uma simples, terna e profunda ligação com a natureza humana em expansão por entre os olhares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando a caminhada encontro com um girassol pendurado numa janela (onde se poderia supor um jarro, embora não o visse), e me deparo com a alegoria da alcunha que me fora batizada aos 11 anos – Sol – neste momento da mitologia que se prossegue. Me dou conta da urgência do despertar; da emergência da multidimensionalidade; do vórtice provocado pelo conhecimento do giro que esculpe os vários ângulos. Tempos depois Carlos Fred me faz entrar em contato por uma segunda vez com o CD Música em Pessoa, em que João Soares (mais um desperdício de talento canalizado pelo narcisismo do status de ser mais visível que vidente – ao menos no que concerne à sua possibilidade de comunicar há um desperdício de talento [e conteúdo]) declama divinamente o poema do “...Vadio e Pedinte...” de Fernando Pessoa – Álvaro de Campos. Belíssimo! É um mergulho para qualquer ser humano que ainda guarde o jardim dentro de si e não nega sua contingência: Ao final da tempestade de sentimentos e constatações, um despertar emerge na lucidez que a caridade por si mesmo revelou na caridade inicialmente conferida ao pedinte – outro dele mesmo. Mais uma mostra da simultaneidade das conexões da vida em que nos é levado a cabo nossa “comiseração” – grande sinônimo de “compaixão”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, dia 17 de Junho, quinta-feira, há 4 dias do início do inverno, tenho copiado em meu computador, o capítulo 8 do Anime “Haibane Renmei” que fala desta passagem de estação com o título de “Pássaro”. Um capítulo chave que fala sobre unidade(ressurreição) e transcendência(morte e renascimento). Estou com o capítulo no computador há mais tempo, mas hoje uma amiga passou aqui e me revelou que está grávida, e de um cara “comprometido até os pentelhos” (sic). A conexão está não só no fato de ser uma possibilidade de nascimento, mas também por que se trata de uma pessoa que ligou as trompas. Há riscos. Mas ela irá dar à luz. E depois do que conversamos me veio a reflexão que a personagem principal do Anime, Rakka, se dispõe: não sei porque vim a ser uma Haibane. E aquela pergunta constante sobre nosso tempo e espaço. De onde viemos e para onde vamos com tudo isso...? A banalização do para que estamos aqui é uma questão muito delicada. A perguntar sobre alguma nobreza em estarmos vivos, em existir Deus ou a divindade, ou a honra, se estamos tão envergonhados de nós mesmos, numa terrível indiferença. Como tudo mais, a indiferença é algo que surge simultaneamente, fazemos aos outros = fazemos a nós mesmos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gosto de ser mal interpretado em minha espontaneidade ou em meus sinceros desejos, assim como não gosto de projetar um ideal em pessoas que têm sua distinção. É pelas diferenças que expandimos, não pelas expectativas. É pelo surpreendente que nos fascinamos e não pelos ideais que construímos em cima. Mas às vezes a linha parece muito tênue. Para muitos a pergunta é: como garantir que uma atitude seja verdadeira? E eu me pergunto: como prescindir das garantias para agir livremente, aprendendo e elevando a verdade ao infinito das vivências? Ou como indaga Álvaro de Campos: “De que vale uma sensação se há uma razão exterior para ela?” – É uma daquelas frases que a gente sente que poderia ter sido o autor antes de ler. E ainda há quem não compreenda o que considero indiferença neste contexto (ou não querem “entender”). Não há diferenciação na virtualidade da fantasia com a qual muitos engomam a realidade, tornando-a clean. Então revolvem-se quando algo foge ao controle dos fatos; da manifestação das verdades. Enquadres idealizados, rotulados, nunca tamparão a natureza humana. E ai de quem for omisso às revelações da vida, pois a bola de neve se encarregará do despertar. O mal não está na dor, mas na cegueira, assim como o bem não está necessariamente no prazer, mas no despertar. Aí está a diferença entre preferir o prenúncio da culpa à consolidação da responsabilidade. Esta sim garante uma identidade, mais que a memória. Daí o desconhecimento sobre a vida e a morte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazemos aqui é uma questão além da luz e da sombra. Ser é uma responsabilidade inata. É uma habilidade potencial. Até onde podemos chegar é uma habilidade adquirida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571945202280978068-4292295654609339784?l=transpessoais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transpessoais.blogspot.com/feeds/4292295654609339784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2009/04/mitologia-pessoal_24.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/4292295654609339784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/4292295654609339784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2009/04/mitologia-pessoal_24.html' title='Mitologia Pessoal'/><author><name>SOL</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571945202280978068.post-4507468896465526111</id><published>2009-04-24T11:01:00.000-03:00</published><updated>2009-04-24T11:02:06.113-03:00</updated><title type='text'>Fama e Arte</title><content type='html'>Certa vez, se não me falha a memória em 98, estava passeando por uma das muitas calçadas destroçadas numa pequena rua do Recife. Um trecho dela estava sendo recuperado. Um dos trabalhadores comentou com seus colegas à respeito de um transeunte que passava indiferente pela rua: “olha aí esse cabeludo! Só quer aparecer, querer ser o cara... se fosse artista tudo bem, que é artista, mas esse aí não é nada, fica de cabelo grande, parecido uma mulher...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O engraçado da questão é que, segundo a lógica popular, se eu for artista eu posso fazer o que eu quiser, me vestir exoticamente, deixar cabelo crescer, me encher de penduricalhos e parangolés... mas se eu for “pessoa comum”, sou estereotipado de palhaço. Um artista beija todas as amigas e não é um galinha safado – é artista. No entanto nada me impede de estabelecer uma relação de intimidade simples o suficiente para fazer o mesmo, embora não tenha licença artística para ser absolvido pelos tribunais sociais por conta da atitude. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O foda é que a fama é quem dá legitimidade ao “ato artístico”. Daí tanta gente se espelhar no status e fazer suas adaptações artísticas, pois se ganhar fama tem poder. E isso está sendo gerado mesmo! Não é mera especulação ou contemplação arredia. Já dizia os Racionais, “eu não preciso de status nem fama”. Mas quem se vale de sentir-se nobre sem ser da galera? Os intelectuais, a galera Cult? Místicos? Pessoas acanhadas? Porque será que só aquela gostosona consegue andar esbanjando feminilidade e espontaneidade (eu sei a maioria apela no misancene, mas me refiro à legitimidade de ação) , enquanto milhares de garotas menos esbeltas (e com mais conteúdo) geralmente possuem uma postura de estar acima da vaidade que negam e se resguardam de caminhar com leveza e graça? Sim, porque se a vaidade é um valor na indústria da sexualidade consumista, isso não significa que não possa fazer parte do feminino. Significa uma deturpação do desenvolvimento do amor e da graça em prol de estereotipias formatadas para atrair consumo. Na verdade a garota que nega a vaidade o faz por conta de ser um valor menos nobre que sua totalidade enquanto pessoa. Mas ao mesmo tempo a maioria acaba numa postura incruada, no mínimo contida na expressividade. Uma expressividade que não tem que ser dependente de padrões estéticos de comportamento, mas que se manifesta translúcido. Seja na atitude quebra-gelo de extrovertimento e entusiasmo forjados, seja no embotamento concreto perante o colorido do entretenimento que fascina (ou ofusca) a rapaziada ansiosa por ter o poder, ser o Don Juan... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas e quantas meninas belíssimas desperdiçam a beleza sem se darem conta do que experimentam, sem discernir que prazeres trazem bem ou mal e que dores revelam ou sepultam..?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fama e Arte não deveriam permanecer casadas. O desperdício sabe do que falo. Arte não é entretenimento fajuto. A fama até pode ser uma consequencia da arte, como a indústria cultural tenta estabelecer. O entretenimento pode até ser considerada uma subdivisão, ou forma de expressão da arte, mas não tem que ser uma unidade com ela por causa disso. E porque Fernando Pessoa entre tantos e tantos outros são reconhecidos depois da morte? Isso está bem dentro do desperdício de nossa arte espontânea e inata. Anônimo ou na mídia, do que realmente vale ser artista? O status, a fama, o poder, a legitimidade e o perdão dos idólatras? Onde e como estamos no tabuleiro do tempo? Que autenticidade e transcendência cultural esperar do consumismo desmedido e sem destino de todo desperdício de beleza potencial em nossa volta? Cópias e clones virtuais de ícones desenhados artificialmente, feito rosto polido de manequim de vitrine... e as fileiras do clipe The Wall em que os alunos estão mascarados com semelhante xerox no semblante chapado... Quantas mensagens, alertas e revelações serão ainda necessárias para uma ligação com um todo maior que nos faça retomar as rédeas de nossa sensibilidade, a ponto de nos percebermos no jogo para reaver a integridade na existência, sendo um regente, ou ao menos um mediador das transformações que nos contornam? Quantas e quantas..? Qual é o Quantum desperdícium de nossa economia existencial? Quanto custa essa tomada de consciência? &lt;br /&gt;Aí depende do quanto vale a vida para cada um, se vale profundamente alguma coisa para estar presente, se estiver... depende do custo/benefício que a barganha oferecer... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descasemos a Arte da Fama e façamos nossas legitimações dentro da experiênica do que somos uns com os outros!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571945202280978068-4507468896465526111?l=transpessoais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transpessoais.blogspot.com/feeds/4507468896465526111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2009/04/fama-e-arte_24.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/4507468896465526111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/4507468896465526111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2009/04/fama-e-arte_24.html' title='Fama e Arte'/><author><name>SOL</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571945202280978068.post-8352775210875552050</id><published>2009-04-20T15:48:00.005-03:00</published><updated>2009-09-04T16:08:56.142-03:00</updated><title type='text'>Feridas Narcísicas</title><content type='html'>“Quem olha para fora sonha; quem olha para dentro acorda” (Jung)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(***Os dois trechos com estes 3 asteriscos não devem ser contemplados como confusos. Estão apenas lembrando que as artes, os conhecimentos científicos, tudo tem um tempo histórico para acontecer, configurando identidade para seu tempo. São manifestações, tendências particulares de cada tempo. Isso se reflete na família, na educação em geral, nos interesses científicos etc. Depois os historiadores dão nomes a estes períodos para demarcar no tempo as particularidades nas evoluções das culturas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso narcisismo não nos permite ver a ignorância em que vivemos. Nosso ego não aceitaria ignorância no auge evolutivo que acredita estar. E tem perdido cada vez mais essa tolerância ao reconhecimento da ignorância em alguns sistemas. &lt;br /&gt;As ciências para as quais somos educados são muito abstratas, e bem menos objetivas do se propõem. Os estudos iniciais até o Segundo Grau, parte de nossos referenciais de subjetivação (além da família e do convivo social na escola), estão restritos a conhecimentos relativamente inúteis. Ensinaram-nos a pensar que estávamos desenvolvendo a mente, o raciocínio (da lógica formal), etc... e que não seria de todo um desperdício passar infância e adolescência debruçados em estudos pouco intuitivos e demasiados universalistas. Resta saber para quê, a serviço de quê. Para ser o quê canalizamos nossa infância e adolescência confinados nestes moldes?&lt;br /&gt;Como disse João Suassuna de Melo Sobrinho, inspetor de Educação do MEC e Decano da Maçonaria que conheci em Recife, falecido aos 93 anos em 2005, as instituições educacionais deixaram de representar templos do saber para se reduzirem a fábricas de robôs do sistema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, aos 14 anos, perguntei a meu professor de matemática, da oitava série, para que me serviria estudar “Funções”. Ele me falou que o que um jogador de futebol faz num gol olímpico pode ser demonstrado num gráfico, entre outras baboseiras que ele disse e não vale a pena lembrar. Convenhamos: é abstração demais. Hoje temos máquinas, softwares e equipamento para prescindirmos desse tipo de estudo até mesmo na construção de casas etc. Sem falar que jogadores de futebol (pelo menos naquela época) eram em sua maioria analfabetos e ganham cada vez mais dinheiro do que eu (pelo menos 10X mais), que estou formado e com outras qualificações profissionais... E aí? Para que estudar tanta coisa inútil? O que diabo é uma partícula no vácuo sem atrito? Nunca entendi ser considerado burro por não tirar nota máxima em coisas tão inúteis à minha consciência. É assim que serei inteligente porque ganharei uma graninha sem pegar no pesado da “auto-sub-existência”? Qual a inteligência de nos esforçarmos tanto para fazermos tão pouco no fim das contas? E mais uma vez: Pra quê?!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem o mundo tem milhões de motivos para estar essa desgraça que tem se tornado. Mas convenhamos, é por pura burrice efetiva.&lt;br /&gt;Nossa dificuldade em conceber as novas revelações científicas (essa repetição histórica sobre “o novo”, que se manifesta também nas artes e nas tendências gerais de uma era)***, se deve muito ao treinamento que recebemos nesse período, talvez os anos de maior criatividade de nossas vidas. É no manancial de desenvolvimentos possíveis da infância e adolescência que nos é negado o direito de conceber realidades sob pena de sermos... taxados de burros se não aceitarmos que uma via unilateral de crescimento coletivo é “o caminho, a verdade e a vida”. Dependendo do grau de abdução há quem faça bandeira e acredite que isso naturalmente é o futuro para todos os povos, inclusive. Para estes miseráveis da alma, a relatividade entre atraso e avanço de um povo está cegamente propagado tendo o progresso como denominador. Só que evolução não é sinônimo de progresso. A evolução humana inspira desenvolvimento pessoal, espiritual, independência e uso dos meios materiais em prol do desenvolvimento humano e do meio que o faz existir. Progresso tecnológico inspira um desenvolvimento instrumental, com dependência material em prol do desenvolvimento instrumental, em detrimento (ou indiferença) do desenvolvimento do planeta.&lt;br /&gt;Sem alguma espécie de potencial telepático nunca um ser humano criaria de pára-quedas uma rede na Internet. Só abduções extraterrestres poderiam surgir de fora para dentro do engenho humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, um cientista que passa uma vida em laboratórios de inteligência artificial, deve mesmo achar que conseguiu fabricar um olho com “gigapixels” tão exponencialmente poderoso como o olho humano num robô. Acredito que o olho de seu robô tenha pelo menos chegado ao pé de igualdade em visão com o olho deste “cientista” (e vice-versa, naturalmente). É assim com tudo que nos debruçamos. Somos o limite e o excedente de nossas possibilidades e percepções... Mas tem olhos com astigmatismo, miopia, hipermetropia, etcetropias. Como falar em inteligência artificial para esses fins? Querer fazer um robô imitar um ser humano é tão ridículo (e contraproducente nos dias de verdadeiras urgências de gasto de dinheiro público mundial para a ciência), quanto tentar imitar Deus nas clonagens. Deveríamos ter alguma vergonha, ou mesmo culpa, em alimentar nossa acomodação crônica, e nos ater a ocupações mais nobres do que arrumar um clone (ou robô com excelente câmera) pra fazer nosso fast food, com tantos potenciais humanos “intocados” para evoluirmos atrofiando no infinito universo interior... (potenciais que de vez em quando “os grupos políticos” não conseguem abduzir).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que nos caracteriza e diferencia da inteligência artificial é a capacidade de emocionar-nos, de reconstruir o mundo e o conhecimento a partir dos laços afetivos que nos impactam.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Há alguns anos, ainda acreditávamos que as máquinas poderiam substituir-nos nas tarefas fundamentais. Por isso era freqüente representar o futuro como uma sociedade robotizada. Este sonho terrível foi-se dissipando no horizonte científico e social, porque agora está claro que, se o robô pode produzir certas funções ou atividade humanas, ninguém conseguiu inventar um computador capaz de sentir, de comprometer-se com o encontro, de chorar ou de rir. E este não é um fato intranscendente. Como nós seres humanos só podemos descobrir-nos nos espelhos deformantes que a cultura nos oferece, hoje podemos constatar que o pesadelo do homem-máquina, tão perseguido pelo Ocidente, também serviu para ratificar de maneira profunda e certeira a autêntica dimensão do humano. O que caracteriza nosso pensamento, nossa cognição, o que nenhuma máquina jamais poderá suplantar, é precisamente esse componente afetivo presente em todas as manifestações da conivência interpessoal.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mesmo aceita esta afirmação em sua validade geral, continuamos tendo dificuldade para reconhecer em cada um de nossos espaços cotidianos em que consiste esse componente afetivo e de que maneira devemos fomentá-lo. Nós cidadãos ocidentais sofremos uma terrível deformação, um pavoroso empobrecimento histórico que nos levou a um nível jamais conhecido de analfabetismo afetivo. Sabemos do A, do B e do C; sabemos do 1, do 2 e do 8; sabemos somar, multiplicar e dividir, mas nada sabemos de nossa vida afetiva, razão pela qual continuamos exibindo grande entorpecimento em nossas relações com os outros, campo em que qualquer uma das culturas chamadas exóticas ou primitivas nos supera de longe.” (Restrepo, Luis Carlos. O Direito à Ternura. Petrópolis: Vozes, 2001).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vaidade humana é mesmo uma grande miséria.&lt;br /&gt;Muito ouvi falar, em estudos das histórias das ciências, sobre as “feridas narcísicas” que sofremos, não somente na comunidade científica (permeando paralelamente outros aspectos da humanidade em cada momento histórico)***, mas principalmente na ciência. Dois exemplos que me recordo agora são os de Galileu (quando nos tirou do centro do universo e pôs o sol de volta pro seu lugar ancestral e sagrado no cosmos) e os de Freud, nos tirando a arrogância egóica do saber da consciência. Este termo merece volumes de discussão. Consciência depois de Freud, com ênfase experimental, contou com novos estudos e gerou novas perspectivas evolutivas pra gente se tocar de parte de nossa ignorância. O inconsciente passa a ser objeto de terapia, de inclusão de muitas complexidades humanas antes ignoradas. Mas antes de quem? Onde? O quê? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, tudo é muito relativo. Atualmente Fritjof Capra (pra citar o mais famoso) vem revelando aos cientistas academicistas ocidentais, que muito do que se diz ser novidade na percepção dos fenômenos da natureza já era ciência sagrada em diversas culturas bem anteriores ao novo mundo. Egípcios, incas, maias, astecas e tudo o mais já haviam colocado o sol no centro do universo muito antes de Galileu, dentro de seus sistemas simultaneamente científicos e religiosos – reconciliação “reimosa” nos últimos séculos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade não se conversa muito sobre quem realmente se feriu com essas rupturas que Galileu e Freud, por exemplo, geraram. Acredito que os que participavam do Espírito de Mundo que inspirava seus condenadores. A “aparição” de grupos políticos lembra abdução extraterrena, ou pelo menos não deveríamos banalizar a ética evolucionária de nossa espécie considerando como uma intervenção humana pensar em punir, ou mesmo pôr na fogueira, um cientista visionário como Galileu (pra citar quem virou notícia). Isso se repete na história e não sabemos muito falar a respeito do lado sombrio de nossa espécie. Mas sabemos de muitos exemplos históricos (avalie no anonimato) de certos conhecimentos serem “consagrados” e outros marginalizados, mesmo quando são tão gritantemente urgentes. Sabemos dos crimes inafiançáveis da Inquisição e do INDEX...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro da medicina também temos exemplos muito marcantes. Afinal a homeopatia inicialmente fora condenada pela medicina vigente. Esta depois precisou aceitar sua validade empírica, porém afirmando ser uma prática validada apenas para médicos. Que contradição interessante. O que caracterizaria uma proibição seguida de reconhecimento restrito a quem havia condenado senão por questão “política”? Ou será que deveria retirar as aspas? A medicina conseguiu isso com a psiquiatria: os psicólogos da saúde mental precisam fazer medicina se quiserem ser psiquiatras. O chamado ato médico é “ato” justamente por ser político. Um grupo político da medicina pretende centralizar tudo que envolve saúde nas mãos deles, querendo impedir que os próprios doentes optem pelas terapêuticas que lhes convir escolher. Eles alegam de cara lisa que a medicina é a mais antiga das ciências da saúde, e que as que vieram depois podem ser charlatãs, ou coisa que o valha. Eles negaram a tradicional medicina chinesa, até a acupuntura conseguir seu espaço. Marginalizaram a fitoterapia, até esta fazer o mesmo. E tentam desde o século dezenove negar ou invalidar a homeopatia que não for para médicos. Negam tanto o pai da medicina, Hipócrates, como o pai da homeopatia Hahnemann, que, se devidamente estudados, nos levam a perceber muito mais continuidade evolutiva da medicina que a atual alopatia instrumental deseja nos fazer crer prosseguir. Esta medicina recente – que os tais grupos políticos defendem, adotam e consideram a medicina por excelência – está sendo ameaçada pelas medicinas alternativas, complementares, etc; daí a necessidade de atos (políticos) médicos para deter os avanços de se tirar o foco da doença para o doente. Isto é também um perigo para a indústria farmacêutica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltemos à nossa trajetória rumo a “tragédia da burrice” a que nos referíamos, do “tempo ganho” entre a infância e adolescência, quando passivamente nos educamos sobre o que tem valor de conhecimento, e tudo o mais que dizem ser o que retrata uma pessoa inteligente nesta época do desenvolvimento. Voltemos a falar sobre a ignorância em que (ir)refletimos passivamente na infância e adolescência através dos outros, sob pena de “perdermos um ano precioso” de estudos inúteis à vida prática, como temos mencionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos lembrar de que esta época tão criativa e efervescente da vida, também nos foi omitida com relação a Jesus Cristo. A exemplo da vida e obra dos 8 discípulos sumidos da Bíblia, foi suprimida da história que nos chega o conhecimento do Jesus adolescente para o Jesus adulto. O que é muito intrigante quando chegamos na parte em que deixa os pais aos 12 anos por se sentir magnetizado por templos e magos da época. Sem mencionar João Batista e a iniciação do batismo maduro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não temos conhecimento de boa parte dos conhecimentos de seres iluminados como Jesus e tantos outros; não temos o tempo existencial adequado a cada época do desenvolvimento; Não nos é dado oportunidade para desenvolver nosso próprio conhecimento do mundo. Quando criança muitos de nós apela para um amigo imaginário: daí as “pessoas de fora” nos olham como se fôssemos perturbados... Quem perturba?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até na faculdade necessitamos fundamentar nossas percepções pelos outros. &lt;br /&gt;Naturalmente que nossa percepção até pode ser ampliada e melhor estabelecida graças ao confronto e o auxílio de outras fontes. Mas vejam o que sofrem as atuais (ou arcaicas atualizadas?) e urgentes percepções dos novos cientistas para se fazerem compreender (mais uma vez na história), desta vez por conta de uma cultura academicista, “burrocrática”, rançorosa de enciclopedismo e infinitamente menos objetiva que a dos antigos cientistas. Estes ainda tinham tempo e espaço para serem artistas e individualmente transdisciplinares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Quem hoje tem 150 anos para se formar em astrologia, filosofia, física, matemática, ciências em geral, ser inventor, pai de família, esposo e homem, trabalhar para sustentar tudo isso... Hoje nem temos tanta ânsia de conhecimentos assim. “Não teríamos tempo” sic. Somos especialistas a fim de meios pra consumir, contribuindo cegamente para a aceleração (hipertensão?) da vida. As restrições desta postura na “evolução progressista” merecem diálogo consciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abdução ou não é importante resgatar o senso de evolução, senão humana, do planeta, da vida em si. É preciso falar de ética e desenvolver algo para aperfeiçoamento da vida na terra, incluindo ela nessa transformação, e não da maneira exploratória e irresponsável que temos empurrado a poeira pra debaixo do tapete de nossos extremos aberrantes. Talvez fale de abdução para esconder minha vergonha. Mas quantas feridas narcísicas ainda precisarão surgir para reascender a nobreza de sermos Humanos..? “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo”; Cuida do Universo e cuidará de ti mesmo. “Não faça com os outros o que você não quer que seja feito a você”; O que fazemos aos outros, fazemos a nós mesmos. Contribuímos para o descuido com o planeta por estarmos ignorantemente descuidados conosco. Ah, mas basta ir numa drogaria para não termos consciência de tantos descuidos e dores na consciência (e no corpo) de tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se este assunto é banal, utópico, piegas para os corações defensores (abduzidos?), parece ainda mais urgente meditarmos melhor sobre nossa postura no mundo. Resgatar o interesse de saber o porquê de estarmos mesmo nesta vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois muito bem, na escola não encontrei as melhores respostas. Quando meus pais me ensinaram o que o meu professor de matemática não conseguiria, descobrindo para que estudava, percebi que havia possibilidades, mesmo sendo restritas e à parte de meus interesses e desejos. Fui afunilando e decidi fazer psicologia para viver e ganhar a vida me sentindo útil às pessoas. Na época eu precisava de um monte de coisas, mas dentre as que me falavam fui me enquadrando na psicologia por parecer uma boa ponte para algo maior, algo esse que intuía, mas não conhecia. Ainda estou descobrindo. Isso deve ser lento mesmo se não quisermos cair na malha de interferência e “intoxicação” em que paralelamente compartilhamos a vida. Deve ser lento se conhecer, se re-conhecer. Prefiro que seja lento. Em meio aos atropelos dos “tempos reais” e outras virtualidades aceleradas, devemos um ritmo diferente à nossa consciência, parando de girar apenas, e dando oportunidade ao nosso centro.&lt;br /&gt;Não sou meus pensamentos, meus sentimentos. Não sou uma cápsula solipsista isolada e impermeável. Isso nem mesmo pode ser o Ego! Os átomos não são grãos de areia ínfimos, seus núcleos são energias que se relacionam. Formas de pensamento e sentimento são criadas junto a outras formas de pensamento e sentimento que nos atravessam desde a barriga de nossas mães. Somos permeabilidade, pura mediação. &lt;br /&gt;E não precisamos de exemplos históricos de cientistas postumamente reconhecidos para nos alertarmos disso. Essa característica de darmos valor ao que perdemos é sintoma de cegueira, sono ou, para ser mais eufemístico, acomodação. “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque, se você parar pra pensar, na verdade não há”... Esta atenção também deveria caber aos chamados cientistas malucos e artistas que revolucionam culturas... depois de sua morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim caminha a humanidade, com uma aceleração na superfície que ilude um “progresso”, escondendo uma lerdeza efetiva da evolução no interior do ser humano e do desenvolvimento social das culturas. Não preciso aqui falar de números crescentes de sintomas instintivos e primitivos que temos acompanhado na “evolução dos tempos”, violências, intolerâncias e tudo o mais. A “tele-visão” está aí para garantir meu levantamento de dados e todas as estatísticas do que temos feito a nós mesmos e ao planeta, melhor que qualquer fundamentação teórica... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um parêntese:&lt;br /&gt;Passou pelo potencial humano, nada se perde e o ser se transforma. Somos mediação. A consciência se manifesta entre sujeito e objeto, não parte de uma banda para outra. Sujeito e objeto são sciências da con-sciência. O observador altera o observado e este também desperta o olhar do observador. Têm vidas próprias e a consciência se manifesta nesses encontros. É graças a esta natureza permeável que a consciência se revela nas sínteses que produzimos daquilo em que estamos imersos.&lt;br /&gt;O entendimento é uma das categorias da razão. Categoria que separa e distingue para melhor compreender (entenda-se compreensão como entendimento + concepção da teoria dos conjuntos: as diferenças e o espaço que se amplia na criação da consciência quando sujeitos e objetos “se compreendem”). Compreender é estar compreendido, envolvido com o que entende: o sujeito participando do mosaico manifesto da consciência com o objeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando:&lt;br /&gt;“Como foi descrito anteriormente, o ser humano tanto afeta o ambiente quanto é afetado por ele. No nível emocional, uma das nossas influências mais importantes é a incapacidade total dos nossos sistemas educacionais em fornecer um treinamento emocional para os jovens. Como resultado, nossa parte emocional permanece subalimentada e caquética, tornando-se presa fácil das condições de doença. Em toda história ocidental, e especialmente na era atual, materialista e tecnológica, a educação tem se concentrado quase que exclusivamente no treinamento atlético (nível físico) e intelectual (nível mental). Os principais heróis dos jovens são os colegas de classe bem-sucedidos atlética ou intelectualmente. Os jovens sensíveis, artistas, músicos ou poetas raramente são glorificados e encorajados. Na vida moderna, a principal fonte de educação emocional parece ser a televisão, que envolve o espectador apenas de forma passiva e enfatiza as perspectivas exageradas ou fantasiosas da vida.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A educação deveria seguir um procedimento mais natural e baseado nos estágios conhecidos da maturidade. A ênfase educativa deveria ser voltada ao desenvolvimento do corpo físico entre as idades de sete e doze anos; ao nível das emoções, entre as idades de doze e dezessete anos; ao nível mental, entre as idades de dezessete e vinte e dois anos” (Vithoulkas, George. Homeopatia: Ciência e Cura. SP: Cultrix, 1995; pgs. 62 e 63).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o progresso poderia ser sinônimo de evolução sendo incapaz de considerar as particularidades inerentes à própria espécie que deveria guiá-lo? Com o perdão da ridícula insistência, mas não parece abdução? Será que essa obsessão de um Steven Spilberg ou um Chris Carter e os milhões que estes caras ganharam com produções voltadas para a temática extraterrestre não fazem parte de nosso inconsciente coletivo, tendo em vista que as produções artísticas são reflexos da percepção de mundo de cada tempo? Por que será que tanta gente assiste e fica vidrado nesse tipo de tema? Eu mesmo nunca consegui assistir dois capítulos inteiros do Arquivo X, nem viajo em ÓVNIS ou coisa que o valha. Nem muito menos atribuiria poderes e conhecimentos superiores à ETs ou mutantes sem antes referenciar uma evolução simultaneamente onto e filogenética da nossa própria humanidade. Mesmo considerando “suspeita” esta inversão que estas ficções utilizam (de quem evolui para onde), uso o termo abdução talvez como metáfora de algo quase intangível, muito pouco assumido pela arrogância de nossa espécie de não admitir boa parte de sua inconsciência frente ao suicídio evolutivo para o qual marchamos. Daí parecer que estamos sendo guiados e seduzidos a permanecermos inconscientes, fingindo cinicamente que as conseqüências de nossos extremismos progressistas não passam de problemas de adaptação e que estamos indo muito bem com tudo que tem acontecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu abdico de minha “teoria da abdução” para todos os que me ajudarem, com honestidade, a desvendar esse enigma da “seleção natural do conhecimento”. Estou cansado de ouvir referências meramente marxistas sobre a apenas conseqüente hipocrisia de classe que se beneficia da cegueira das massas. Ninguém pode se atrever a compassar qualquer coisa sobre materialismo dialético sem uma profunda compreensão da fenomenologia do espírito. E isso li de um Lênin, referindo-se à condição sinequanon de se compreender o Capital de Marx: Compreender profundamente  toda a Fenomenologia do Espírito de Hegel, filósofo que ressuscitara a fenomenologia dialética historicamente deturpada após Heráclito e base filosófica de Marx em sua Obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exemplo dos grupos políticos de médicos interferindo na evolução do conhecimento sobre nossa saúde, ou da Igreja ocultando escrituras sagradas etc, na filosofia (e nos movimentos políticos) também temos marxistas que nunca leram em profundidade seu precedente epistemológico básico (Hegel). Mais uma vez, parte dos conhecimentos que são norte ao conhecimento histórico da aparição de novas filosofias e conceitos foi omitida para darem relevo a outros que se consagraram. Como diz aquela cientista do filme “Ponto de Mutação”, as coisas mudam mais rápido que a percepção das pessoas. E ignorar tudo isto é ignorância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hegelianistas também se julgam os porta-vozes dos escritos de seu “mestre”, por se dedicarem à especialização em Hegel. Na academia isto é bastante comum. Certos grupos de especialistas aprisionam conceitos e se acham detentores de um saber que, como qualquer outro, deveria ser concebido e reinventado nas releituras históricas: um mesmo escrito poderá ter sentidos bem diferentes se lido em outros tempos ou por outras pessoas de outras culturas ou referências. Mas os especialistas não permitiriam isso como “pais possessivos de seus mestres”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordei imediatamente com Lênin, quando li sua crítica aos marxistas que não se detiveram em Hegel ao comentar e dar seguimento à obra de seu “mestre”. A urgência em se conhecer o jogo e de se reconhecer num tabuleiro de sistema econômico, revelado didaticamente por Marx, foi muito importante. Até mesmo os líderes políticos aprenderam bastante sobre o que estavam fazendo graças ao Capital de Marx e tudo o mais. A questão é que o materialismo histórico não deveria ser concebido sem a dialética da fenomenologia do espírito. É preciso lembrar da ponte entre a telepatia e a criação (e dependência) material de um satélite. O ser humano só é capaz de (re)produzir materialmente algo que já tenha no espírito. As invenções e os insights não caem de pára-quedas, vêm de uma inspiração. Algo nos atravessa. Em se tratando de seres humanos, nada que nos atravessa simplesmente se perde... o Ser se trans-forma, consciente disso ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas que podem nos ajudar a começar a desvendar esse enigma do extravio do conhecimento é a noção aperfeiçoada e aprofundada do que chamamos de inconsciente. Gostaria que pessoas efetivamente inteligentes (interessadas em evoluir) pudessem partilhar comigo esse desafio. Descobrir as encobertas nebulosas dessa zona de interferência que nos impede de conceber a realidade para além das ilusões e dos extravios históricos do conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecer vem do latim “concebere”! Não faz sentido um cientista passar a vida querendo provar e manter constatações num solipsismo do saber. Conhecer é uma embriologia dialética entre sujeito e objeto, daí o advento de documentários como “Quem Somos Nós” ou “O Segredo”. Mesmo sabendo que em ambos há um preciosismo do subjetivo em certo detrimento do que se diz ser objetivo, estes documentários (produções artísticas de nosso tempo) representam o grito de alerta a respeito do excesso objetivista de nossos referenciais (positivistas, materialistas e instrumentais) de “concepção” da realidade. Perseveremos no caminho do meio ao assistir esse tipo de documentário ou tudo que se refira à concepção de realidade, pois efetivamente, a consciência é uma manifestação ENTRE sujeito e objeto. Disso pode surgir um diálogo producente a respeito do que tem nos conduzido à inconsciência. O desconhecimento da própria gênese da consciência nos deixa vulneráveis à “abduções” de todos os níveis, sejamos umbandistas, cientistas ou “sociedade civil”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardo os ávidos de consciência, humildemente interessados no despertar de nossos sonos, condicionamentos, etc, a participarem comigo desta empreitada e, caso já estejam com interesses similares, façamos deste “Toró de Toques” (“tempestade de idéias”) um marco disciplinar, no sentido de não desviar (inconscientemente é claro) as atenções deste foco tão essencial. Desta postura poderá surgir novas epidemias muito mais saudáveis de conhecimento, e desvelamento de conhecimentos sagrados já bastante sucateados por grupos de interesses nada humanóides.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo alguns temas básicos:&lt;br /&gt;1 - Progresso X Evolução: podemos distinguir de diversas maneiras para depois reunir dialeticamente o que temos testemunhado na história com relação à confusão ideológica destes termos. A maneira que me vem esta distinção é através da diferença entre o uso dos meios materiais para evoluirmos e a dependência do que criamos materialmente para evoluir. Para ficar mais claro e não nos restringirmos ao exemplo da telepatia e do uso do satélite, lembro de ter visto uma propaganda da Telemar, recém chegada para diminuir a soberania de nossas excelentes e criativas estatais em telecomunicação, falando sobre a fibra ótica. Era um cara falando em sotaque de matuto sobre a chegada desta tecnologia nos interiores do Brasil. Ele dizia que não tinha importância sabermos (nós matutos do interior) do que se tratava esse palavreado tecnológico todo. Bastava saber que iria trazer uma “evolução” sem precedentes na comunicação à distância. Ele não estava mentindo. É muito sutil o que precisamos apreender dessa propaganda. O conhecimento é a chave da grana no mundo atual. Se você sabe montar e desmontar um computador, já dá pra ganhar uma graninha dos bestas (matutos?) que morrem de medo de mexer no parafuso que abre um gabinete. É muito antigo esse negócio de um grupo que sabe manter as massas emburrecidas a respeito de um “saber oculto” para se beneficiar. É muito provável que o sistema de nossa educação básica (e tudo mais que temos explanado) venha deste “hábito”. Conhecimento é riqueza, seja ela material ou humana. O progresso tecnológico gerou uma segregação decisiva e sem precedentes entre o mundo natural, rural, de sobrevivência livre da dependência material e o mundo urbanóide das tecnologias mercadológicas de ponta. Assim como esta mercadologia tem crescido, também tem crescido a tecnologias humanas, agroecologia, permacultura, construção civil sustentável com adobes que imunizam doenças, uso de homeopatia para equilibrar ecossistemas etc. Tudo isso é feito com as mãos dos humanos, sem dependência de máquinas. No máximo com uso destas para otimizar algum tempo. Mas, diferente de usar como meio de produção para superacelerar uma grana que entre, esta tecnologia cresce para garantir uma vida simples e de muita riqueza humana, com as máquinas subjugadas e não o contrário. Quem nasce na zona rural, com experiência na roça, tem mais opções de viver sem fome, diferente dos que dependem apenas de seus estudos, com risco de desemprego, para ter seu dinheiro e comprar o que vem da roça num supermercado. Em Nova Iorque tem escola ensinando crianças – em maquetes que simulam a zona rural – que o leite vêm de um animal, pois se descobriu que elas pensam vir do supermercado! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora quem se restrinja ao acúmulo de capital, na grande maioria das vezes, se educa a não sentir remorsos quanto a qualquer tipo de degradação ou impacto ambiental, esses são apenas exemplos de como se manifestam essas diferenças entre progresso tecnológico e evolução humana, e não uma luta de bandeiras para discutir estilos de vida (Rural X Urbana).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Pedrinho Guareshi, sociólogo, em seu livro Sociologia Crítica, nos conta que na verdade só existem duas classes sociais: a dos dominadores e a do dominados. E diz (com outras palavras) que a classe média não passa de um povo metido a besta que não quer ser confundido com a classe inferior e “abre o caneco” para tudo que vem da classe alta a fim de assemelhar-se com esta. Muito curiosa essa perspectiva. Muito difícil assumir essa vaidade, esse medo de sermos pobres, esses pré-conceitos que temos com relação às classes e os valores humanos confundidos com a questão material. Muito urgente assumirmos o que temos de “pré” para evoluirmos em nossos “conceitos”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tem boa memória acompanhou as primeiras campanhas publicitárias sobre o tema do preconceito assistindo elas falarem de “Discriminação” (racial, de gênero etc). Este termo era bem melhor apropriado do que o termo que veio assumir a hegemonia da idéia inicial: “preconceito”. Passou a existir até um adjetivo: fulano é preconceituoso. Deixando de ser uma expressão de um estado de algo para ser um adjetivo de quem não respeita a igualdade... Vejamos como é inconscientemente que assumimos uma postura cínica e hipócrita em nosso meio social: Todos necessitamos de valores, conceitos pré-estabelecidos, visão de mundo, percepção autêntica, concepção de realidade... Quem foi que disse que não podemos (ou pior não devemos) ter pré-conceitos. Até concordo que não deveríamos nos agarrar com unhas e dentes aos prés de nossos conceitos de vida, mas negá-los nos tira a condição de con-frontar realidades, de trocarmos e expandirmos nossos prés para evoluirmos dentro de uma construção de verdade maior que a individual, numa construção criativa de realidade e convivência social. E ao invés de conversarmos sobre a discriminação (a segregação, a separação e distinção, dentro de nossa própria espécie, de seres “mais e menos humanos”), passamos a nos culpar de termos naturalmente nossos pré-conceitos. É incrível como um sistema econômico evolui e traz consigo elementos de expiação religiosa para gerar constrangimentos de sermos independentes em nossos valores, abraçando causas exteriores à nossas concepções autênticas como universais para o interior da sociedade. Esta passa a se agarrar, com o reforço da coletividade, a credos quase religiosos, beirando ao fanatismo (preconceito propriamente dito), a partir de uma seguridade forjada pelos aparelhos de Estado tão bem descritos por Marx, gerando todo tipo de intolerância, discriminação e segregação do que deve ser considerado “humano” e o que deve ser excluído desta condição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Preconceito não faz bem a ninguém, e sem ele penso o que seria do poder. Preconceito já causou muito mal. Quem elege seres que decidem o que é normal?”&lt;br /&gt;O refrão desta canção de Via Negromonte (muito oportuno para nossa discussão geral) teria “melhor” sentido se ela utilizasse o termo discriminação. Mas a música perderia em sonoridade, pois ela põe ênfase no termo preconceito. Tudo bem, o que vale é o sentido geral da mensagem. As manifestações artísticas são mesmo parte de nosso inconsciente coletivo, propagando inclusive nossas confusões epistemológicas inconscientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Pensar que tudo é uma questão de adaptação é ser criado na passividade progressista. Não temos que aceitar tudo como pragmaticamente parece ser correto. Se a grande fatia de nosso desenvolvimento e comportamento é inconsciente, faz-se necessário agir conscientemente, para além das reações inconscientes que dentro de nós cria forma e acreditamos ser nossas verdadeiras convicções. Re-conhecimento acontece com estranhamento. Este sentimento é essencial a qualquer evolução humana. Sem estranhamento não se passa para uma nova fase, não há desidentificação com algo que não faz mais sentido, ou com o passado. Pelo contrário, quanto mais afirmamos o mesmo de sempre acreditando estarmos evoluindo, mais revelamos o agravamento do narcisismo doentio. Quando nos identificamos com a imagem, como a cultura da aparência deseja, não estamos falando de nossos desejos autênticos, mas dos valores coletivos, comuns à nossa educação, aos valores que nos ensinaram a defender. Isso é bastante primitivo depois de termos evoluído do excesso de coletivismo socialista para o excesso de individualismo capitalista. Concentrarmos-nos no caminho do meio é pra ontem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Aprender com a natureza nos ensina que não podemos dominá-la. Evoluímos juntos ao nosso habitat ou não estamos efetivamente nos trilhos da evolução.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571945202280978068-8352775210875552050?l=transpessoais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transpessoais.blogspot.com/feeds/8352775210875552050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2009/04/feridas-narcisicas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/8352775210875552050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/8352775210875552050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2009/04/feridas-narcisicas.html' title='Feridas Narcísicas'/><author><name>SOL</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571945202280978068.post-2105095520484544651</id><published>2009-04-20T14:57:00.005-03:00</published><updated>2009-04-20T16:11:27.372-03:00</updated><title type='text'>Segurança: Proteção e Medo</title><content type='html'>Esta é uma parábola a respeito de alguns resultados possíveis, quando se trata de garantir o amparo e a sustentação do que exaustivamente se costuma designar por "status quo". Superproteção familiar, camisinha e outros artefatos da ciência, polícia, muros, grades... parecem fazer parte de um mesmo sistema, articulado em torno de leis de proibição, voltadas para a manutenção de valores que reduzem as potencialidades humanas. Independentemente das questões econômicas inerentes a essa discussão, o que interessa ressaltar aqui são os prejuízos decorrentes dessa estrutura paternalista, simultaneamente protetora e inibidora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, recorrendo ao dicionário, o termo Paternalismo, na acepção 3 do Aurélio Buarque de Olanda Ferreira, designa "em política, tendência a dissimular o excesso de autoridade sob a forma de proteção". Nesse ínterim, uma citação de Renato Mezan (Freud, Pensador da Cultura, São Paulo: Brasiliense, 1985, p. 324) – a despeito do mito científico de Freud "Totem e Tabu" – parece ser pertinente ao que se pretende trabalhar nesta escrita: "O que é assim ressaltado é o caráter protetor do tabu, e novamente, o rigor deste é referido à intensidade do desejo que por meio dele é afastado". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conectando as duas colocações, obtemos uma privação dos prazeres, em prol de um totalitarismo revestido por uma maquiagem provedora de estabilidade e proteção. E para reforçar o invólucro, a ciência, deusa das religiões universais no mundo neo-moderno, procura assegurar a saúde e o bem estar da humanidade. Entram em cena os aparelhos ideológicos do impotente, porém imponente, sistema integrador da sociedade liberal: os meios de "comunicação às massas" dramatizam toda a problemática das doenças e dos vícios aos quais a população está exposta, como se não fossem sintomas provenientes de doenças e vícios sociais, ou estranhos aos rebocos do esquema de imposição proferido pelos representantes da panacéia progressista mundial. Doravante, os sintomas fóbicos vão se estabelecer, e o "glamour" cientificista, mesmo embaraçado em incertezas inerentes ao raciocínio metodológico apregoado, enfeita-se de garantias, entorpecendo a sociedade com novos produtos a serem desgastados junto aos organismos que os consomem.  A fé no eterno milagre da ciência produz um fenômeno letárgico, paralisando a manifestação das singularidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se coloca em questão, primeiramente, é se saúde e bem estar têm, necessariamente, alguma coisa a ver com segurança. Mais do que metonimizar exaustivamente a respeito, é importante que se pense nessa associação. A idéia de saúde e bem estar não deveria estar vinculada à acomodações amparadas por ordenações tão externas aos indivíduos. A segurança não é algo estático a ser concedido como um objeto de garantia única e intransferível, mas um processo intermitente que não pode negar as possibilidades de mudança às quais toda garantia deveria estar sujeita, até mesmo a fim de manter-se enquanto tal. Esta leitura não pretende negar a importância da ciência, nem afirmar que ela não admite seus erros. O que se deve atentar é para a acomodação gerada pela credulidade pasmada, e por vezes fanática, no discurso científico, e pela espera de soluções por parte de uma via que procura responder a aspectos fragmentados da chamada saúde pública, paliativa em sua essência, de demanda quantitativa cada vez mais intensa, em que não se vislumbra as relações responsáveis pelas manifestações das doenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não há espaço para relacionamentos capazes de promover um mínimo de confiança e intimidade necessárias à saúde física e mental, não será uma instituição cientificista qualquer que irá conseguir solucionar, através de sintomatologias, as implicações da dinâmica responsável pela consolidação dos sintomas. No fundo, a efetivação de um bem estar saudável prejudica a harmonização forçada pela maquinaria liberal. Esta tentativa de manter uma estabilidade à força, se estabelece a partir de princípios tomados como sagrados. A instituição da idéia de que segurança é garantia de saúde, parece mais revelar problemas concernentes tanto a saúde quanto a segurança. O que assegura acaba sendo o que adoece. É possível desvelar os entraves que forjam essas condições a partir de alguns instrumentos que procuram mantê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A polícia se enquadra muito bem na acepção 3 do termo paternalismo, encontrada no Aurélio. O medo, que sempre caracterizou a função essencial da polícia, deixou de assustar apenas aos que sofrem explicitamente as agressões policiais, sendo cada vez mais evidente em qualquer meio social. A transgressão de leis (impostas por sei lá quem), é motivo de medo e insegurança. Só é seguro manter-se em silêncio, principalmente em caso de perspectivas que possam reluzir as contradições imanentes ao sistema coercitivo. Como se não bastasse o direcionamento masoquista do prazer pelo curto circuito da unidade trabalho e consumo, qualquer sintoma – contra investimento, reação ou manifestação natural de desconforto – será julgado, sendo o indivíduo "acometido" institucionalizado de acordo com a fragmentação a que sua transgressão corresponde. A Lei do Silêncio fala mais alto; a partir dessa segurança patrocinada pelo calar cancerígeno, as obstruções que caracterizam a psicossomática vão se acumulando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o medo não será instaurado apenas por vias explícitas. Ele deve ser consolidado, da forma mais sutil e persuasiva possível, no que houver de mais "transgressor" na natureza humana; seus mais nobres avatares: seus instintos e pulsões. A camisinha, defendida como artigo sagrado de conservação da vida – outro aspecto discutível a ser comentado posteriormente –, representa o chamado sexo seguro. Não se pretende aqui negar a importância de seu uso, mas atentar para os prejuízos aos quais a cultura pode estar submergindo com todo o excesso de processos que cercam as possibilidades de contato, mantendo os mundos intersubjetivos restritos ao espaço concedido pela segurança – o espaço unitário. As certezas científicas, quanto à urgência do preservativo, procuram permanecer dissociadas do preço psico-sócio-cultural pago pela população humana quanto à contradição histórica entre repressão e liberação sexual. Existe um amplo arcabouço a respeito da história da sexualidade, elaborado por historiadores (como Michel Foucault), estudiosos e filósofos (como Marilena Chauí), cabendo aqui mais uma colaboração segundo uma perspectiva menos específica. O fato é que esta confusão entre sexísmo, sexualidade e liberdade sexual, encontra-se representada nas conseqüências às quais a seguridade justifica sua atuação, procurando ser o instrumento ordenador da miscelânea matizada em torno do sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um raciocínio apressado, para não dizer cínico e defensivo, pode levar a crer numa propensão – por parte da linguagem aqui empregada – à libertinagem ou à qualquer tipo de irresponsabilidade moral contra a manutenção da vida. Porém para se preservar a vida faz-se necessário revelar a morte, e não fingir que ela não existe, ou que ela será retardada a partir dos limites da ciência. A chamada medicina preventiva está se constituindo a partir da necessidade, "urgente nos dias de hoje", de nos prevenirmos de nós mesmos; do mundo em que corroboramos a existência e aceitamos viver. Se é difícil perceber, além de todo o comodismo, as consequências desastrosas inerentes à essa dependência mantida pela segurança, nada do que se diga terá mais importância do que continuar como condescendente e perpetuador da condição – ou do condicionamento – de desamparado social, cujo amparo se estabelece nos limites da segurança; nada do que se diga conseguirá revelar que a verdadeira morte se estabelece em torno dessas limitações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a sacralidade promovida pela campanha do sexo seguro, mexe com questões silenciadas como misteriosas e ocultas na ontogenia humana. Questionar sobre o desamparo e a segurança que o sustenta é mexer com a lógica do tabu na modernidade. Não obstante, o maior pecado é a subordinação. Uma camisa de força envolver um pênis ereto – sufocando e impedindo seu contato, sua livre irrigação junto à excitada vagina – é mais que um ato de proteção. É um modo de privação que corresponde a um comprometimento de toda uma dinâmica na relação dos envolvidos, o que, naturalmente, não está limitado ao ato sexual. A nudez (existencial, mental, corporal e tudo mais) pretendida pelo contato, não se efetiva, pois logo ali, em um dos órgãos do todo envolvido – de onde se fala até em pulsões sexuais –, um invólucro se (im)põe. A camisinha, tão presentificada no pênis ereto, simbolicamente reveste todo o corpo, como que criando um invólucro impenetrável: dentro a saúde e fora Thánatos. Este último está imanente ao gozo, mas o medo expulsa o outro e as dimensões entre a vida e a morte são dissociadas. A fronteira estabelece uma distância entre as pessoas envolvidas, deslocando a loucura orgástica do corpo para o imaginário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais uma vez, toda a divindade tecno-religiosa vai se inscrevendo nas sutilezas do quotidiano. Julga-se até de cínico quem afirma que o prazer será comprometido com o uso do "preservativo", inclusive chamando de irresponsável e hedonista quem privilegia o prazer à segurança. Nada mais cínico se considerarmos que o leitor é quem escreve o livro. Mas parece haver uma leitura divina e salvadora, que disponibiliza os receptores de informação a seguirem sua visão: A indiferença-de-si. Estamos indiferentes às diferenças necessárias para que algo exista. A arrogância da indiferença para com as singularidades dos diferentes sentimentos e conceitos, revela toda a insegurança implícita nos que seguem a sistemática niilista da segurança. O movimento dialético é simples: A proteção assegura o medo e este assegura necessidade de proteção.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É absurdo ter de lembrar disso, mas nas circunstâncias às quais chegamos, é preciso salientar que não há puro ato sexual. Mesmo a mais tripudiante manifestação de contato sexual, que a sintomatologia social for capaz de conceber, não estará isenta de fantasias que a signifique. E é justamente por esses permeios no plano das fantasias, mediados por transformações culturais, que as tais confusões históricas no âmbito da sexualidade, referidas há pouco, correspondem às tais arrogâncias e demais conseqüências doentias para a saúde pública. Precisamos das fantasias para compartilhar sentimentos junto às vivências, porém viver em função de fantasias representa um comprometimento da liberdade; da disposição para a experiência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença da camisinha institui uma compensação imaginária para realização do contato sexual, concebendo espaço à dimensão virtual deste ato. A sensação, que geralmente representa junto à percepção o aparato psico-corporal de extensão dos seres, perde a qualidade de sua impressão e de seu contato como um todo. A "comoção da corporeidade" se torna um fenômeno cada vez mais distante. Isso sem falar no constrangimento do próprio momento, sui generis, em que a obrigação do uso se estabelece. Negligenciado por todas as campanhas como se fosse um problema de adaptação, ou mera acomodação irresponsável, esse momento possui tanto dificuldades "naturais" – como quando o prazer que se propicia tem claramente a finalidade vestir a camisinha, e não a de representar qualquer tipo de manifestação preliminar instigada pelo desejo brotado – quanto dificuldades culturais de gênero, que embargam ereções do mais experiente sedutor ao mais praticante come quieto. Coitada da nova geração de virgens... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, já está mais que na hora de perceber que não se trata de conservadorismo, ou mero nostalgismo, quando gerações que passam enaltecem as vantagens de seu tempo, temendo pelo futuro das gerações vindouras. O banalizado "conflito de gerações" não emerge por conta de uma evolução nas relações humanas saudáveis, mas por progressos – ou processos – que rondam e transformam a natureza dessas relações. Se não se discute nem mesmo as leis que regem essa compulsão progressista, como se quer conceber uma evolução, ou mesmo um espaço de expressão menos limitado, nas relações humanas? Geralmente se fala de coisas que acompanham o progresso da humanidade... e viva a passividade... à santidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que se pensa com o passar das gerações, os processos de aproximação social estão se tornando cada vez mais complexos. Se antes havia maior repressão e mistério em torno do sexo, atualmente se observa, além deste aspecto negado e conservado, o azedo e contido tempero da ansiedade ante uma perigosa noção de liberalidade "concedida pelo avanço dos tempos". Não será essa dependência de uma concessão para liberdade um aspecto revelador de algo que, no mínimo, dificulta e protela os contatos humanos transformadores (efetivos)? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não cabe aqui a discussão do tempo que seria pior ou mais saudável –  já que cada momento é uma passagem diferente – mas caberia analisar as transformações ocorridas nas sociedades, pelo menos no que se refere às sociedades da modernidade, que cercaram, ou cercearam, as possibilidades de aproximação humana. Esta análise revelaria os bastidores da bola de neve inscrita na mistura "espera com ânsia", promovida pela falocracia instituidora da "falta": a, ansiosamente esperada, esperança. Enquanto as permissões não ocorrem sob a égide de uma lei qualquer, a solução "acaba sendo" esperar... Mas não há racionalismo puro; os escapes articulados nessa "esperânsia", fazem a suplência das saídas – indesejadas por concessão – instaurando-se a discórdia. Todos escapam sobre todos por serem representantes da mesma ameaça que os afligem: o outro; o vidente visível; a presença da ausência; a alteridade no si. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os seres não se vêem reconhecidos nas leis, posto que a prática se estabelece em detrimento dos direitos da grande massa de escravos, as contradições imanentes aos ditames jurídicos caracterizam uma institucionalização(através da impunidade que protege a minoria privilegiada da população) da violação de direitos, do jeitinho brasileiro, do burlar etc. A que tipo de perversão essa seguridade – inerente às diversas formas de lei – está a serviço, se sabemos que o mais garboso advogado, médico, político, empresário, dentista... pode ser um ladrão de galinhas ou de granjas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É incrível como o medo instituído pela proteção é superior a qualquer sentimento de prejuízo afetivo consequente. Parece não haver nem mesmo a perspectiva da tentativa, provocada pelo contato sexual, de se diminuir o quanto possível as distâncias – forjadas pelos processos cada vez mais complexos de aproximação sociais – dos participantes de um momento de entrega às experiências fluidas de prazer, afim de se fundirem em gozos unificadores. A perda dessa perspectiva, se é que ela se apresenta, não parece ser mais aterrorizante que o risco da morte ou da culpa, provenientes de conseqüências possíveis tanto quanto quaisquer outras. É claro que existe uma disseminação de doenças, mas isso não justifica a institucionalização definitiva do fim dos contatos humanos profundos. Não se deve negar que Thánatos possa participar do momento erótico. Se está presente é porque também faz parte do processo de extinção dos contatos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571945202280978068-2105095520484544651?l=transpessoais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transpessoais.blogspot.com/feeds/2105095520484544651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2009/04/seguranca-protecao-e-medo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/2105095520484544651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/2105095520484544651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2009/04/seguranca-protecao-e-medo.html' title='Segurança: Proteção e Medo'/><author><name>SOL</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571945202280978068.post-8018499422720938748</id><published>2009-04-20T14:46:00.006-03:00</published><updated>2009-04-22T17:47:34.328-03:00</updated><title type='text'>Confusão Histórica: Sexo Livre e Sexo Seguro</title><content type='html'>Antes de postar o resumo de um trabalho que fiz há quase 10 anos atrás sobre camisinha e fronteiras de contato, convém iniciarmos a discussão com a contribuição de outro blog, de Reinaldo Azevedo. Na época em que elaborei o texto recebi muitas críticas negativas, mas agora parece que não estou sozinho no alerta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUE:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sexobras 1&lt;br /&gt;Pedem-me que comente o projeto do governo federal de instalar máquinas com camisinhas nas escolas. Querem que eu diga o quê? Tenho 45 anos. Já (ou ainda) sou de um tempo em que se acreditava que a escola tivesse um valor, vá lá, iluminista. Supunha-se que havia algo a aprender e a ensinar lá. Hoje em dia? Basta o proselitismo. Se tudo der certo e se resolverem problemas técnicos, não tarda, e se botará um laptop na mão de cada analfabeto funcional do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexobras 2&lt;br /&gt;A camisinha nas escolas pode coibir a expansão da AIDS? Claro que não! Vai ampliar. É óbvio que se trata de um convite. Numa idade pautada pela emulação, pela competição, somada à cultura machista, o que se faz é incentivar o sexo precoce e irresponsável. Com ou sem camisinha. Será uma janela a mais para a síndrome, para outras doenças sexualmente transmissíveis e para a gravidez precoce. Há mais: o Estado passa a invadir, obviamente, o espaço da moralidade privada, assumindo a orientação que diz respeito à educação familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexobras 3&lt;br /&gt;Por falar no assunto, vem aí o Carnaval. Daqui a pouco, começam as propagandas na TV, se é que já não começaram, incentivando o “sexo responsável”. Entende-se por responsável manter relações sexuais com pessoas estranhas desde que haja a proteção da camisinha. Temos um governo que substituiu a escolha moral — porque sempre será isso — por um pedaço de látex. E ainda acham um absurdo a Igreja Católica não aplaudir a iniciativa... Estatizaram o baixo ventre do brasileiro. O país precisa de um Pai Patrão que decida até o que o cidadão faz com a sua genitália. Sempre achei que o povo não sabe direito onde tem o nariz. A coisa, vê-se, é mais séria.”" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora um cometário mais técnico retirado do site http://www.providafamilia.org/ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Organização Mundial da Saúde (OMS) já avisou que os preservativos não impedem totalmente a contaminação do vírus, uma vez que esses são muitíssimos menores que os poros do látex de que são feitas as camisinhas.&lt;br /&gt;A revista Seleções (dezembro de 1991, pp.31-33), trouxe um artigo do Dr. Robert C. Noble, condensado de Newsweek de Nova Iorque (1/4/91), que mostra como é ilusória a crença no tal “sexo seguro” com a camisinha.&lt;br /&gt;A pesquisadora Dra. Susan C. Weller, no artigo A Meta-Analysis of Condom Effectiveness in Reducing Sexually Transmitted HIV, publicado na revista Social Science and Medicine, (1993, vol.36, issue 12, pp.1635-1644), afirma:&lt;br /&gt;“Presta desserviço à população quem estimula a crença de que o condom (camisinha) evitará a transmissão sexual do HIV. O condom não elimina o risco da transmissão sexual; na verdade só pode diminuir um tanto o risco”.&lt;br /&gt;“As pesquisas indicam que o condom é 87% eficiente na prevenção da gravidez. Quanto aos estudos da transmissão do HIV, indicam que o condom diminui o risco de infecção pelo HIV aproximadamente em 69%, o que é bem menos do que o que normalmente se supõe” (PR, n° 409/1996, pp. 267-274).&lt;br /&gt;Isto significa que, em média, três relações sexuais com camisinha têm o risco equivalente a uma relação sem camisinha. Convenhamos que é um alto risco, já que a AIDS não tem cura ainda. É uma “roleta russa”.&lt;br /&gt;O Dr. Leopoldo Salmaso, médico epidemiologista no Hospital de Pádua, na Itália, afirma que:&lt;br /&gt;“O preservativo pode retardar o contágio, mas não acabar com ele”(idem) .&lt;br /&gt;Pesquisas realizadas pelo Dr. Richard Smith, um especialista americano na transmissão da AIDS, apresenta seis grandes falhas do preservativo, entre as quais a deterioração do látex devido às condições de transporte e embalagem. Afirma o Dr. Richard que:&lt;br /&gt;“O tamanho do vírus HIV da AIDS é 450 vezes menor que o espermatozóide. Estes pequenos vírus podem passar entre os poros do látex tão facilmente em um bom preservativo como em um defeituoso” (Richard Smith, The Condom: Is it really safe saxe?, Public Education Commitee, Seattle, EUA, junho de 1991, p.1-3)&lt;br /&gt;A Rubber Chemistry &amp; Technology, Washington, D.C., junho de 1992, afirma que: “Todos os preservativos têm poros 50 a 500 vezes maiores que o virus da AIDS”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571945202280978068-8018499422720938748?l=transpessoais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transpessoais.blogspot.com/feeds/8018499422720938748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2009/04/confusao-historica-sexo-livre-e-sexo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/8018499422720938748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/8018499422720938748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2009/04/confusao-historica-sexo-livre-e-sexo.html' title='Confusão Histórica: Sexo Livre e Sexo Seguro'/><author><name>SOL</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571945202280978068.post-6876656096011998781</id><published>2009-04-20T10:13:00.000-03:00</published><updated>2009-04-20T10:14:31.617-03:00</updated><title type='text'>Apresentação</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CRODRIG%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:Georgia; 	panose-1:2 4 5 2 5 4 5 2 3 3; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:647 0 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 70.9pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:14;"   lang="PT"&gt;Aos catorze anos optei por motivar-me nos estudos em nome de uma profissão que pudesse ser capaz de fazer com que me sentisse útil. Cheguei a pensar em medicina por muito pouco tempo, pois se tratava de uma atividade com a qual não me identificava. Sempre fui fascinado pelas relações humanas, e a utilidade de um médico, além de possuir uma natureza de responsabilidade técnica para com a vida de um ser humano, me parecia um tanto quanto insuficiente no que tange ao contato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 70.9pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:14;"   lang="PT"&gt;Minha percepção existencial para com as relações humanas já observava um teor suficiente de indiferença para querer, "estudando anatomia", representar um papel de médico. Desejava ser útil de maneira um pouco mais atuante e interativa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 70.9pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:14;"   lang="PT"&gt;Com o tempo fui me apaixonando cada vez mais pelas diferenças: sentia na pele a indiferença própria de minha geração - hoje entendo que se tratava de insegurança narcísica e defesa natural - para com pessoas sensíveis, diferentes, novas em idéias. Decidi, enfim, motivar-me para ter uma melhor compreensão do mundo e do que poderia ser identificado como natureza humana. Apesar de simpatizar muito com filosofia e poesia, percebia uma certa solidão nessas perspectivas mais aprofundadas e sinceras da existência. Naturalmente nunca me distanciei muito dessa "solidão", pois acreditava - e acredito cada vez mais - na possibilidade de haver seres corajosos que valorizassem suas próprias diferenças, a ponto de manifestá-las em prol de uma humanidade mais rica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 70.9pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:14;"   lang="PT"&gt;Já que precisava escolher algo para me sustentar como ser humano total, decidi buscar por uma conciliação entre vida pessoal e profissional, como os corredores de "fórmula 1" ou jogadores de futebol me pareciam conseguir, sem necessariamente ser tão bem remunerado Quanto os tais. Então resolvi, já próximo do segundo grau, motivar-me para ingressar numa faculdade de Psicologia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 70.9pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:14;"   lang="PT"&gt;Após três anos de tentativas frente à natureza desumana de um processo sem sentido, intitulado "vestibular", aqui estou, entre decepções acadêmico-burocrático-pedagógicas e identificações epistemológico-vivenciais. E o que mais me aflige no momento, não é - pelo menos não unicamente - a preocupação no que concerne às possibilidades de emprego, mas sim com relação à seguinte reflexão: até que ponto já não estou desvirtuado do caminho que me trouxe até a universidade? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 70.9pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:14;"   lang="PT"&gt;A demanda da chamada globalização econômica prefere exigir uma espécie de &lt;i style=""&gt;status&lt;/i&gt; intelectual - verificado na necessidade de títulos, rótulos e burocratizações em geral - em detrimento da potencialidade e sensibilidade pessoais de cada indivíduo. Ao menos na parte que me toca, estou prestes a completar vinte e três anos, e caso queira participar das exigências de "sei lá quem", só vou pôr em prática meus estudos na profissão com aproximadamente trinta e quatro anos. Isso porque, iniciação científica, mestrado, doutorado ou qualquer outro "investimento profissional gradual", raramente representa uma atuação humanizadora, mesmo em se tratando de "ciências humanas". Considero importantes os processos de especialização, mas nunca irei admitir que sejam referências indispensáveis para que se deposite confiança nas capacidades pessoais de cada ser. Ou será necessário falar sobre a contingência de quem possui um "currículo invejável", mas não consegue ser flexível quanto aos aperfeiçoamentos que a prática revela? Não sei quanto às demais áreas, mas em psicologia nome precisa ser atitude. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 70.9pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:14;"   lang="PT"&gt;Me dá febre pensar que minha juventude, entre trilhares de outras, representa uma concessão a uma "racionalização bu&lt;u&gt;rr&lt;/u&gt;ocrática"; um número a ser posto num caixão quando de sua invalidez - talvez a ser esculpido num bloco de uma universidade ou praça de uma cidade qualquer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 70.9pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:14;"   lang="PT"&gt;Sinceramente acho que não preciso de &lt;i style=""&gt;status&lt;/i&gt;, fama ou ibope. Prefiro ser reconhecido por gente que por imagens. Talvez acabe parando em algum roçado, num lugar onde as pessoas não precisem viver estressadas em função de uma competição que, no fim das contas - ou da vida - não vai favorecer a ninguém. Naturalmente trabalho para que não precise tomar atitudes tão radicais no futuro. Porém não costumo fugir de desafios - me refiro à possibilidade do "roçado", logicamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 70.9pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:14;"   lang="PT"&gt;A consciência que verifico em mim mesmo não anda suportando auto-agressões. Se em um lugar, para se viver, é preciso participar de alguma espécie de violência na qual ponha-se em risco o crescimento humano, interpessoal, ninguém tem direito - nem moral - suficiente para achar que seria uma atitude egoísta um ser humano decidir sair de um habitat desnaturalizado, para naturalizar-se num meio ambiente em que haja espaço para uma expansão dignamente humana - a não ser que alguém utilizasse alguma espécie de retórica, ou qualquer outro meio mais cínico, no intuito de argumentar a favor da permanência desse ser, sentindo-se dessa forma mais seguro enquanto ser global. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 70.9pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:14;"   lang="PT"&gt;Existe, entre os "robôs" sociais, um isolamento típico de quem se defende - narcísico. Não pretendo permanecer nesse jogo coletivo de medos projetados, a menos que possa ser efetivamente útil em meio a esses processos. Não posso garantir que terei sempre, como posso dizer hoje, motivos que me motivem à prática da psicologia nas grandes cidades. Simplesmente por não acreditar que a psicologia seja uma ciência tão especializada quanto a Academia faz crer. Penso que há uma diversidade maior a ser posta em expansão nos estudos que ando desenvolvendo. Não pretendo criar - exceto se for necessário - uma nova teoria psicofilosófica, mas sim uma nova prática a partir do que estou vivenciando e aprendendo a observar na cultura, graças à ontologia de suas artes.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 70.9pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:14;"   lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Enfim; compor um projeto de vida me parece algo tão importante quanto capcioso. Sei que, mais cedo ou mais tarde, terei de cuidar de minha "especialização" se quiser permanecer neste curso. Não obstante, pretendo continuar vivendo em função de minhas inquietações, perante as imperfeições que forem impressionando minha percepção durante a vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571945202280978068-6876656096011998781?l=transpessoais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transpessoais.blogspot.com/feeds/6876656096011998781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2009/04/apresentacao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/6876656096011998781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571945202280978068/posts/default/6876656096011998781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transpessoais.blogspot.com/2009/04/apresentacao.html' title='Apresentação'/><author><name>SOL</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
