sexta-feira, 25 de março de 2011

Mitologia Pessoal 2011

Como uma comunidade poderá evoluir enquanto radicalizar verdades destrutivas, julgar o equilíbrio como sendo radicalismo, e ainda considerarem-se o próprio equilíbrio?

14-03-11
Enfim retorno ao texto da “mitologia pessoal”, lembrando do filme Avatar, na passagem em que o cara começa a vivenciar o universo de Pandora, retornando ao ego para descrever suas experiências em vídeo. Inicialmente é apenas um apanhado de observações para ajudar na pesquisa, mas logo se torna seu diário de mitologia pessoal.
É bem assim mesmo, quando despertamos para a necessidade de atravessar os umbrais, atualizando os rumos da caminhada, permanecendo conscientes no processo de individuação:
O que parecia sem sentido passa a ser sentido com mais vibração, promovendo o inevitável rebuscar de si mesmo, em nossas contradições, sentimentos, instabilidades e fraquezas, retomando caminhos mais sinceros e sagrados para renascer com novas forças, despertando para novos universos...
Pois bem, retornando para “awareness”, cada novo relacionamento que vivo me revela novos eus, se formando enquanto Eu experimento e respondo espontaneamente como deve ser.
A espontaneidade se manifesta independente da consciência, mas a recebe muito bem!
Porém a mera consciência moral nunca foi meu forte, mesmo já tendo ela me seduzido, “tentando” me fazer romper o cabo de força que nos une céu e terra.
Quem volta e meia tem mexido comigo com mais freqüência é a consciência cósmica, que não apenas testemunha de dentro (consciência de si), mas também de fora (vontade divina), de maneira mais apurada que a tal “testemunha de fora” radiada pela moral.
Por conta disso me pego percebendo em que tenho depositado maior energia, como ela tem se propagado, ressonado e ressoado, e revendo tanto os velhos como os novos hábitos. É lindo perceber que a surpresa da transformação profunda necessita apenas de amor para brotar.
Pena vermos em nossa volta tantos desperdícios de energia e percepção da vida, que tenhamos tanto pouco espaço para a simplicidade da vivência em amor. E por isso mais desperdício é depositado quando nos deixamos ao bel prazer da inconsciência, usando nosso tempo livre para o amor almejando apenas conforto, descanso, descarga ou mesmo fuga de realidades.
O despertar carece de equilíbrio, caso contrário poderá ofuscar corações de tanta energia. E isso depende de nossa sensopercepção, assimilação, vitalidade e expressão. Quando nosso tempo está escravo de repetições sem transmutação, o inconsciente reina com maior facilidade. E neste caso não adianta se julgar “vítima de seduções”...
É nossa responsabilidade pessoal no despertar, manter despertos os amores que nos oportunizaram a experiência do amor, complementando um ao outro no que cada um vem despertando. A oportunidade de amar é uma ponte para a vida eterna, mas tem pernas...
Os vícios e repetições que não despertam transmutações, evoluções criativas, mudanças importantes e conscientes, em geral pegam carona fácil com as forças inconscientes, promovendo atividades destrutivas, sem que se perceba muito bem o que acontece.
No sentido oposto, qualquer um pode na vida chegar ao ponto de se perguntar se não basta de tanto mergulhar nessa tal consciência, nessa expansão de realidades que muitas vezes mais perturba que dá prazer. E responder sim ou não para esse movimento inerente à vida.
Podemos responder “depende”. Onde estou no pêndulo da consciência entre os aparentes opostos? E por aí muitos diálogos podem prosseguir.
Minha intenção aqui, além da perpétua provocação com várias variáveis ao longo do canteiro central, é alcançar os paralelos que se expandem ao longo da jornada mais à vista.
Ontem, domingo 13 de Março de 2011, dei minha segunda aula oficial a convite da Faculdade de Educação Teológica FACETE. Esta aproximação constante da Educação, desde Recife com João Suassuna de Melo Sobrinho e Eduardo Mousinho Santos Rego, havia sido ampliada na Serra Grande, principalmente com as ressonâncias que senti na migração de trampo que fiz de São Bené para Ibiapina, no final de 2009. Até março ou abril de 2010 a coisa ficou grande, me motivando a criação de slides imensos, sobre sexualidade, drogas e psicologia do vício, temperamentos, constituições e tipos psicológicos, programas federais, permacultura, etc.
Engraçado eu ter começado a trabalhar de vero na Educação mesma época em que perdi praticamente todos esses slides e outras atualizações da sempre rica pasta Meus Documentos. Algumas coisas recuperadas, outras mais em BackUps. Mas nunca o tempo de conseguir, construir e assimilar informações consegue dar espaço para o velho e básico BackUp. Até quando estarei dormindo para este detalhe Senhor?
Já era: estou comprando um HD externo de vergonha!
No mais mesmo, minha primeira cadeira na iniciação à educação é “Psicologia da Aprendizagem”. Que maravilha! Nada como ganhar a vida ensinando o que deseja aprender mais visceralmente!
Ainda teremos Psicologia do Desenvolvimento Infantil para o segundo semestre, e Psicologia da Infância e da Adolescência, desta turma de Licenciatura Plena em Pedagogia...
Que “ironia do destino” como se diz: doido pra fazer Educação e começar logo no universo das aprendizagens essenciais. Dessa brincadeira muitos fios serão realinhados da empolgação da faculdade vivida desde há 13 anos... em 2012 vai completar dois ciclos de 7 que estive em Recife para formação em Psicologia, iniciando o sexto ciclo concluindo um curso, quem diria: em janeiro de 2011 iniciei especialização em Agroecologia e Meio Ambiente! Algo me diz que esta terceira especialização vai até o fim: Julho de 2012 
Mas isso depois do aniversário de 2008, ano em que na pré-primavera estava vivendo meu primeiro encontro com a bioarquitetura, ajudando a construir uma biblioteca com material reciclável, lixão virando paredão, merda de vaca pisada com barro peneirado para o reboco e, principalmente, gente da Rede de Permacultura do Ceará.
A coisa ainda pra ser alinhada direito foi que: estava no aniversário de 2008 em busca da região que seria mais adequada para ser a EcoVila da turma... pouco mais de um mês depois de decidido (Zona do Cacau na Bahia, na linha entre Vitória da conquista e o litoral), vou para a aula de encontro do primeiro curso de Bioarquitetura do Ceará à noite, na UECE, e encontro com um Baiano que mora num raio de 100km entre o mar e Vitória da Conquista, em Dário Meira: Canrobert.
Em 2009 só vieram recifenses para o curso, fora eu e a Mari. Também era no carnaval e tals...
Falar em Mari é digno de nota que nossa viagem de Alto Paraíso foi transmutação pura! Também é digno de nota que este lugar foi casa do ENCA 2009, onde meu amigo Zé Carlinhos esteve; permanecendo por mais de um semestre na cidade. Depois veio compartilhar a energia de sua renovação na atual casa que vivo em São Benedito.
Muita alegria de poder receber o Grande Irmão de Jornada Espiritual na casa que ele chamou de meu arshan...
Trocando em miúdos: é muito massa tá com um irmão que sorri com as manifestações do fundo do peito de cada um, sempre dando as mãos e um abraço, pela consideração e honra de sermos amigos. Estar com Carlinhos e Eduardo é ter com seus irmãos de sangue puro, tempo de se surpreender com nossos potenciais humanos para expandir idéias e recriar a vida.
Há rumores que venham para a Semana Santa com Carlinhos, Edu e Jessy. Oremos... Neste momento parece ser fundamental “realinhar as órbitas dos planetas...”
Seja como for, está sendo, cada vez mais presente. Que nada mais possa abater as forças do coração puro e do amor divino que transcende em nós o amor pela natureza. Daí o amor à Deus, para além do amor aos seres humanos e demais animais e flora. Amor ao Presente; Amor Fati! Amor pelo que Vem, e pelos que sabem Receber com responsabilidade e dedicação pela vida.
PPRREESSEENNTTE

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