segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Regimento Interno

Vivemos na área do planeta de maior miscigenação cultural, e somos frutos desta dádiva. A convivência dos diferentes universos culturais de cada irmão é um convite à responsabilidade que deve conduzir naturalmente ao respeito.

Minha liberdade começa quando encontro a do outro.

Não há como sair ganhando sozinho; Nem se ganha sem perdedor: Ou todos ganham juntos ou perdemos todos.

Cada pessoa tem o privilégio de conceber o outro em sua boa ventura e em sua inconsciência. Fale bem ou mal, mas fale com a pessoa, antes de sair falando do que lhe agrada ou incomoda nela em comunidade. Não desperdice nossa humanidade julgando caminhos e encontros antes de construir as trilhas e compreender as oferendas divinas. Construindo e compreendendo não haverá desperdícios.

Naturalizar é tornar natural; Banalizar é tornar banal: A pureza da nudez surge sem fardas, papeis, imagens, ou qualquer necessidade vinda de fora.

Educar aprendendo, junto ao desenvolvimento de quem aprende, zelando com carinho pelo aperfeiçoamento alheio, vitalizando potenciais, semeando sementes e luzes em cada um.

Partilhar práticas e conhecimentos com amor e prudência. A transparência está na expressão natural, e não na transmissão total de qualquer informação. Sempre haverá sombras ao longo da maturação. Sempre há o que conceber no momento adequado, assim como sempre há momentos de compartilhar o que se sabe, percepções e assimilações. Cultivar no coração que transmitir é amar. Tudo tem seu tempo de maturação.

Sermos eternos não é termos tudo que pudermos viver: as finitudes são essenciais às revelações. Samsara e Maia oferendam opções, caminhos, destinos. Discernir o vital do destrutivo é que representa nossa responsabilidade sagrada, dentro e fora de nós.

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